sábado, 19 de julho de 2008

Evangelização e internet



Há poucos dias, encontrei-me com um grupo de internautas católicos, membros de uma comunidade virtual de relacionamentos com mais de 375 mil integrantes. Reunidos no Centro de Estudos do Sumaré, em retiro, refletiam sobre os rumos da evangelização virtual, seus desafios e estratégias. Esta iniciativa põe em relevo a importância de se manter a fidelidade à Tradição a ao Magistério eclesiástico nesse peculiar apostolado.

A Igreja, atenta a este potencial e às transformações revolucionárias por ele provocadas, fez publicar, com data de 22 de fevereiro de 2002, dois documentos intitulados: A Igreja e a internet e Ética na internet.Hoje abordo o primeiro.





Sempre e, de modo particular, após o Concílio Vaticano II, os meios de comunicação social têm merecido crescente destaque nos ambientes eclesiásticos.

O documento A Igreja e a internet contribui para maior integração desses modernos recursos na atividade pastoral. A missão que Jesus deixou à Igreja foi a de transmitir aos confins da terra, até ao final dos tempos, sua mensagem salvadora. Ela deve ser cuidadosamente distinguida do crescimento do Reino de Cristo. Contudo, seu progresso é de grande interesse para o Reino de Deus, na medida em que pode contribuir para organizar a sociedade humana (Gaudium et Spes, nº 39). Ora, os atuais meios de transmissão de idéias representam fatores importantes na História, pois poderão cooperar, de forma eficaz, para os valores da dignidade humana, da comunidade fraterna e da liberdade, além de facilitar a transmissão do Evangelho.

Essas considerações se aplicam, de modo particular, à internet, "que contribui para mudanças revolucionárias no comércio, educação, política, jornalismo, relações entre as nações, as culturas, transformações no modo de as pessoas se comunicarem mais na própria concepção da vida" (nº 2). São, assim, múltiplas as implicações do uso dessa grande rede na religião. Somos encorajados a uma correta utilização em vista do desenvolvimento humano, da justiça e da paz. Outra preocupação se refere à comunicação na Igreja e para ela. Deus continua a se dirigir à humanidade através do Magistério, que recebeu o encargo de interpretar autenticamente suas palavras: "Quem vos ouve, a mim ouve", diz o Senhor (Lc 10,16). Daí se pode avaliar a importância do progresso proporcionado pela internet a essa missão que foi confiada por Cristo à Igreja. Paulo VI, em Evangelii Nuntiandi,(nº 43), afirmava que "se sentiria culpado diante do Senhor se não utilizasse a mídia na evangelização". João Paulo II, em Redemptoris Missio (nº 37) chamou os meios de comunicação social de "primeiro areópago dos tempos modernos" e afirmou que não é suficiente utilizar esses recursos na difusão do Evangelho, mas é necessário integrar a mensagem na nova cultura criada por eles.

Todas essas considerações se aplicam integralmente e, de modo muito particular, à internet. Trata-se de oportunidade extraordinária posta à disposição também da doutrina cristã. João Paulo II, no discurso para a XXXV Jornada Mundial das Comunicações Sociais, de 27 de maio de 2000, utiliza uma expressão de grande entusiasmo: "Basta consi- derar as capacidades positivas para difundir a informação e o ensinamento religiosos, além de todas as barreiras e fronteiras. Uma audiência tão numerosa que ultrapassa a imaginação mais audaciosa de todos aqueles que pregaram o Evangelho antes de nós".





Múltiplas são as oportunidades e desafios. Extraordinárias riquezas estão à disposição nas informações do dia-a-dia, como por exemplo: as bibliotecas, museus, os famosos centros de peregrinação, os documentos do Magistério eclesiástico, as ocasiões de oração, a catequese, a sabedoria religiosa de diversas épocas. Devemos também estar atentos às limitações, pois a realidade virtual do espaço cibernético não substitui a comunidade interpessoal concreta, nem os sacramentos, a liturgia ou a proclamação imediata e direta do Evangelho.

Um número crescente de paróquias e dioceses já faz uso eficaz da internet para esses fins e muitos outros. A Santa Sé nos dá um excelente exemplo neste campo através do seu site, veiculado em sete idiomas, pelo qual se pode ter acesso a um vasto material de pesquisa, como o arquivo secreto, a biblioteca do Vaticano, discursos dos Santos Padres, visitas virtuais a museus, vídeos, fotos, transmissões ao vivo de cerimônias e eventos, entre outros.

Essa tecnologia favorece o surgimento de uma opinião pública no interior da Igreja, pela facilidade de diálogo entre seus membros. Igualmente beneficia o pobre, melhorando o atendimento de suas necessidades. No campo religioso devemos estar atentos às verdades de Fé que não podem ser, em caso algum, deixadas à interpretação arbitrária.

A educação para o uso da internet deve integrar a formação dos seminaristas, padres, religiosos e pessoal leigo! Infelizmente, ela, por si, tanto pode ser usada para o bem como para o mal.

Outro aspecto particularmente grave, que deve nos manter alertas, é a proliferação de material que pode trazer abusivamente o rótulo "católico". O documento, que ora comentamos, adverte para essa situação: "Um sistema de certificado, (...) sob o controle de representantes do Magistério, poderá ser útil no que concerne ao material de natureza especificamente doutrinal ou catequética. A idéia não é impor uma censura, mas oferecer aos usuários da internet orientações confiáveis sobre a posição autêntica da Igreja" (nº 11). Desde já fica a advertência.

Dom Eugenio Sales

Arcebispo Emérito do Rio de Janeiro-RJ

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Juiz no Brasil nega autorização para abortar não nascido com má formações

BRASILIA, 17 Jul. 08 (ACI) .- O juiz José Antônio Hirt Preiss da 3ª Câmara Criminal da Brasilia, rechaçou o pedido de uma mulher que solicitava a descriminalização do aborto de um não nascido por ter má formações.

O pedido já tinha sido denegado em uma primeira instância.

Neste caso, destacou o magistrado, não existe risco de vida para a mulher e portanto, o aborto não procede legalmente, segundo a Constituição brasileira.

"Não se trata, aqui, de interromper a gravidez, em função de um feto com anencefalia, considerando que isso não está contemplado no artigo 128 do Código Penal, razão pela qual denego o pretendido pela apelante", assinalou o juiz.

O caso da mulher tinha sido impulsionado por grupos feministas que tentam estabelecer um antecedente jurídico no Brasil para obter a legalização do aborto.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

O Problema do Sofrimento

Por: Emerson H. de Oliveira

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Ordem que foi próxima do arcebispo Lefebvre anuncia comunhão com Roma

Os Redentoristas Transalpinos, com sede central na ilha da Escócia

ROMA, segunda-feira, 14 de julho de 2008 (ZENIT.org).- O Frei Michael Mary, C.SS.R., vigário geral dos Redentoristas Transalpinos, com sede central em uma ilha escocesa, que em sua história recebeu ajuda do arcebispo Marcel Lefebvre e da fraternidade sacerdotal de São Pio X, anunciou pela internet sua comunhão com Roma.

O anúncio acontece em uma carta apresentada no site da Ordem, (http://www.papastronsay.com) e publicada em seu próprio blog (http://papastronsay.blogspot.com).

A ordem celebra a Eucaristia segundo o rito precedente à reforma litúrgica do Concílio Vaticano II.

O anúncio explica que este passo aconteceu depois que em «18 de junho passado, diante do cardeal Darío Castrillón e dos membros da Comissão Pontifícia Ecclesia Dei, em Roma, eu pedira humildemente à Santa Sé, em meu nome e em nome do conselho do mosteiro, que as sanções sacerdotais fossem suspensas».

«Em 26 de junho, recebi oralmente a mensagem que afirmava que a Santa Sé apoiou nossa petição. Todas as censuras canônicas foram suspensas», anuncia.

«Estamos profundamente agradecidos ao nosso Santo Padre, Bento XVI, por ter publicado em julho do ano passado o Motu Proprio Summorum Pontificum, que nos convidou a uma comunhão serena com ele», afirma o vigário.

«Agora temos esta serena comunhão! É uma pérola de grande valor; um tesouro escondido no campo; uma doçura que não pode ser imaginada por aqueles que não a provaram.»

«Seu valor não pode ser expresso plenamente com a linguagem humana, e por esse motivo esperamos que todos os sacerdotes tradicionalistas que ainda não o fizeram, respondam ao convite do Papa Bento XVI para desfrutar da graça da serena comunhão com ele.»

Pensando no futuro, segundo explica, «o próximo passo será erigir canonicamente nossa comunidade».

Originalmente baseada em Joinville, França, a ordem se trasladou à ilha de Sheppey, Kent, e de maneira permanente em Papa Stronsay, pequena ilha do norte de Escócia, em 1999. Vivem no mosteiro de Golgotha e publicam «The Catholic».

A ordem estabeleceu recentemente um segundo mosteiro na cidade de Christischurch, Nova Zelândia, cujo blog também divulgou o anúncio da comunhão com Roma.

Sua regra se baseia na de Santo Alfonso Maria de Ligório, mas não tem laços hierárquicos com a ordem Redentorista.

domingo, 13 de julho de 2008

Qual banquinho é mais estável?

Por Emerson H. de Oliveira

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Patriarca Bartolomeu I expressa esperança na unidade

Durante a Missa celebrada ontem na Basílica de São Pedro

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 30 de junho de 2008 (ZENIT.org).- O Patriarca Ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, expressou seu «verdadeiro desejo» de que se superem o quanto antes os obstáculos para alcançar a unidade da Igreja, durante a homilia pronunciada na Missa presidida pelo Papa na Basílica de São Pedro, ontem pela manhã, por ocasião da Solenidade de São Pedro e São Paulo.

«O Diálogo teológico entre nossas Igrejas, 'na fé, na verdade e no amor', graças à ajuda divina, segue adiante, muito além das notáveis dificuldades que subsistem e das importantes problemáticas», afirmou o Patriarca.

«Desejamos verdadeiramente e rezamos muito por isso: que estas dificuldades sejam superadas e que os problemas se desvaneçam o mais rapidamente possível, para alcançar o objeto de desejo final, para a glória de Deus».

O Patriarca, que pronunciou a homilia junto com o Papa Bento XVI, manifestou a importância que a Solenidade de São Pedro e São Paulo tem também para a Igreja do Oriente, que a celebra com um jejum nos dias precedentes.

Ambos os santos, «o Oriente os honra habitualmente também através de um ícone comum, no qual ou têm em suas santas mãos um pequeno veleiro, que simboliza a Igreja».

Este gesto de comunhão, o beijo santo da paz, é o que «precisamente viemos trocar convosco, Santidade, sublinhando o ardente desejo em Cristo e o amor, coisas estas que nos cabe viver perto uns dos outros», acrescentou.

Como gesto de comunhão, aludiu também ao Ano Paulino convocado pela Igreja Ortodoxa, a qual organizou uma peregrinação pelos lugares do Oriente vinculados ao ministério de São Paulo.

«Estai seguro, Santidade, de que neste sagrado trajeto estais presente também Vós, caminhando conosco em espírito, e que em cada lugar elevaremos uma ardente oração por Vós e por nossos irmãos da venerável Igreja Romano-Católica, dirigindo uma forte súplica à intercessão do divino Paulo ao Senhor por Vós».

O Patriarca concluiu com uma oração para que, por intercessão dos Apóstolos Pedro e Paulo, Deus «conceda a nós e a todos os filhos, de todas as partes do mundo, da Igreja Ortodoxa e Romano-Católica, aqui embaixo, a «união da fé e a comunhão do Espírito Santo» no 'vínculo da paz', e lá em cima, a vida eterna e a grande misericórdia».

quinta-feira, 26 de junho de 2008

O Papa continuará distribuindo comunhão de joelhos e na boca

Explica o mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias

CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 26 de junho de 2008 (ZENIT.org).- Bento XVI distribuirá habitualmente a comunhão aos fieis de joelhos e na boca, anunciou o mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias.

Em uma entrevista concedida a edição italiana de 26 de junho do «L'Osservatore Romano», Dom Guido Marini responde a quem pergunta se o Papa manterá esta prática que pôde ser vista em sua última viagem à Itália, às localidades de Santa Maria de Leuca e Brindisi.

«Creio realmente que sim – considera –. Neste sentido, não se deve esquecer que a distribuição da comunhão na mão continua sendo ainda, do ponto de vista jurídico, um indulto à lei universal, concedido pela Santa Sé às conferências episcopais que o tenham pedido».

«A modalidade adotada por Bento XVI tende a sublinhar a vigência da norma válida para toda a Igreja», declara.

Esta modalidade de distribuição do sacramento, diz, «sem tirar nada da outra, sublinha melhor a verdade da presença real na Eucaristia, ajuda à devoção dos fiéis, introduz com mais facilidade no sentido do mistério. Aspecto que em nosso tempo, pastoralmente falando, é urgente sublinhar e recuperar», declara.

A quem acusa Bento XVI de querer impor modelos pré-conciliares, o mestre das celebrações litúrgicas explica que «termos como 'pré-conciliar' e 'pós-conciliar' me parece que pertencem a uma linguagem que já foi superada e, se são utilizados com o objetivo de indicar uma descontinuidade no caminho da Igreja, considero que são equivocados e típicos de visões ideológicas muito redutivas».

«Há 'coisas antigas e coisas novas' que pertencem ao tesouro da Igreja de sempre e como tais devem ser consideradas. Quem é sábio sabe encontrar em seu tesouro tanto umas como outras, sem ter outros critérios que não sejam evangélicos e eclesiais».

«Nem tudo o que é novo é verdadeiro, como tampouco o é tudo que é antigo. A verdade atravessa o antigo e o novo e a ela devemos tender sem preconceitos».

«A Igreja vive segundo essa lei da continuidade, em virtude da qual, conhece um desenvolvimento arraigado na tradição. O importante é que tudo esteja orientado a uma celebração litúrgica que seja verdadeiramente a celebração do mistério sagrado, do Senhor crucificado e ressuscitado, que se faz presente em sua Igreja, reatualizando o mistério da salvação e chamando-nos, segundo a lógica de uma autêntica e ativa participação, a compartilhar até suas últimas conseqüências sua própria vida, que é vida de dom de amor ao Pai e aos irmãos, vida de santidade».