sábado, 10 de maio de 2008

Site da Santa Sé abre seção em latim

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 9 de maio de 2008 (ZENIT.org).- O site da Santa Sé (www.vatican.va) lançou uma versão em latim, seu idioma oficial.

Ao visitar a página inicial, além dos idiomas disponíveis há anos (italiano, espanhol, inglês, alemão, francês, português), agora aparece a língua da Igreja Católica romana.

Ao clicar sobre a opção «Santa Sé – Latine», pode-se consultar um menu com os textos dos Sumos Pontífices, a Bíblia Sagrada, o Catecismo da Igreja Católica, o Código de Direito Canônico, o Concílio Vaticano II e da Cúria Romana.

A utilidade da nova opção consiste em poder consultar facilmente os documentos de referência da Igreja em sua língua oficial, algo particularmente interessante para canonistas ou pessoas que têm dúvidas na interpretação de documentos oficiais.

Papa constata progressos na unidade com Igreja Apostólica Armênia

Fomenta a colaboração pastoral

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 9 de maio de 2008 (ZENIT.org).- Bento XVI constatou nesta sexta-feira os importantes progressos no caminho rumo à unidade alcançados pela Igreja Católica e pela Igreja Apostólica Armênia ao receber em audiência Sua Santidade Karekin II, patriarca supremo e catholicos de todos os armênios.

Foi um encontro caracterizado pela oração. Ambos representantes cristãos rezaram a liturgia das horas, junto a bispos armênios e a um grupo de fiéis dessa Igreja que acompanharam seus pastores em sua peregrinação ao túmulo do apóstolo Pedro.

Pouco antes, o Papa e Karekin II haviam se reunido em um encontro privado. Ao final, o pontífice pronunciou um discurso em inglês, no qual fez um balanço do diálogo ecumênico por ambas Igrejas.

«Realizaram-se importantes progressos para declarar as controvérsias doutrinais que tradicionalmente nos dividiram, em particular as questões sobre cristologia», explicou o Papa.

De fato, a causa do cisma da Igreja armênia, assim como de outras Igrejas «do antigo orienta cristão», conhecidas também como «ortodoxas orientais», foi sua oposição às declarações do Concílio de Calcedônia (ano 451) nas quais se reconhecia tanto a natureza divina como a humana de Cristo.

Nos últimos anos, se pôde constatar que aquele cisma se deveu a problemas lingüísticos e de interpretação cultural, que de verdadeiro conteúdo teológico, pois esta Igreja reconheceu tanto a humanidade como a divindade de Jesus.

«Durante os últimos cinco anos, se avançou muito graças à Comissão conjunta para o diálogo teológico entre a Igreja católica e as Igrejas ortodoxas orientais, da qual é membro a pleno título o catholicos de todos os armênios», afirmou o Papa.

O bispo de Roma pediu orações «para que esta atividade nos uma mais estreitamente à comunhão plena e visível, e para que se aproxime o dia em que nossa unidade na fé torne possível a celebração comum da Eucaristia».

«Até esse dia, os laços entre nós se consolidarão e ampliarão mais com acordos sobre questões pastorais, que estejam na linha com o grau de acordo doutrinal alcançado.»

«Somente quando se apoiar na oração e na colaboração efetiva, o diálogo teológico poderá levar à unidade que o Senhor deseja para seus discípulos», concluiu o Papa.

Bento XVI viveu uma intensa semana ecumênica, na qual recebeu o primaz da Igreja Anglicana, o doutor Rowan Williams, arcebispo da Cantuária, e na qual apresentou os católicos greco-melquitas como ponte de unidade com os ortodoxos ao receber o patriarca dessa Igreja, Sua Beatitude Gregorios III Laham.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Comissão de Tradução Novo Mundo


Roteiro e Arte: Emerson H. de Oliveira

Católicos greco-melquitas, ponte com ortodoxos e muçulmanos; explica Papa

Uma Igreja na qual a maioria dos fiéis fala árabe

Por Jesús Colina

CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 8 de maio de 2008 (ZENIT.org).- Bento XVI alentou nesta quinta-feira a tarefa evangelizadora da Igreja Greco-Melquita Católica, composta em sua maioria por fiéis de língua árabe, e sua obra de diálogo com ortodoxos e muçulmanos no Oriente Médio.

O Papa acolheu na Sala Clementina do Vaticano mais de 300 peregrinos desta Igreja, que lhe foram apresentados pelo patriarca de Antioquia da Síria, Sua Beatitude Gregorios III Laham, que chegou acompanhado por 14 bispos. Procediam de vários países do Oriente Médio e da diáspora.

A Igreja Greco-Melquita, cuja sede se encontra em Damasco (Síria), é uma igreja oriental de rito bizantino que, ainda que formasse parte das igrejas orientais que se separaram de Roma em 1054, por ocasião do Cisma do Oriente, regressou à plena comunhão com a Sede de Pedro em 1724.

«Relações fraternas» com os ortodoxos

No contexto do Oriente Médio, o Santo Padre confessou sua alegria ao constatar as «relações fraternas» que a Igreja Greco-Melquita estabeleceu com os irmãos ortodoxos.

«O compromisso pela busca da unidade de todos os discípulos de Cristo é uma obrigação urgente, que brota do desejo ardente do próprio Senhor», sublinhou.

«Temos de fazer tudo oque for possível para abater os muros de divisão e de desconfiança que nos impedem de realizá-lo», declarou.

«Porém, não podemos perder de vista que a busca da unidade é uma tarefa que afeta não só uma Igreja particular, mas toda a Igreja, no respeito de sua própria natureza», afirmou.

Recordando que «a unidade não é o fruto da atividade humana, mas antes de tudo um dom do Espírito Santo», convidou a invocar ao Espírito, em particular por ocasião da festa de Pentecostes, que acontecerá neste domingo, «para que nos ajude a trabalhar juntos na busca da unidade».

Em suas palavras de saudação, o patriarca Gregorios III Laham insistiu no papel que esta Igreja desempenha no caminho ecumênico rumo à unidade dos cristãos.

«Nossa Igreja sempre foi consciente deste papel – assegurou. Em particular, teve de viver nas catacumbas durante 130 anos para preservar nossa comunhão com a Igreja de Roma.»

«Esta comunhão foi – e continua sendo – uma opção histórica, existencial, de compromisso, efetivo e afetivo, elemento de glória e ao mesmo tempo de humildade, definitivo e para sempre. Esta comunhão com Roma, contudo, não nos separa de nossa realidade eclesial ortodoxa», acrescentou Sua Beatitude Gregorios III.

«Isso quer dizer que queremos viver no seio da Igreja Católica uma vida que poderá ser aceita pela Ortodoxia, viver nossa plena e completa tradição oriental, ortodoxa, em plena comunhão com Roma. É o verdadeiro desafio do diálogo católico-ortodoxo», acrescentou.

Relações com o islã

Em seu discurso, o Papa falou também das boas relações que a Igreja Greco-Melquita «mantém com os muçulmanos e com seus responsáveis e instituições, assim como os esforços para resolver os problemas que possam surgir, em um espírito de diálogo fraterno, sincero e objetivo».

O Santo Padre constatou com alegria que, «na linha do Concílio Vaticano II, a Igreja Melquita se comprometeu com os muçulmanos na busca sincera da compreensão recíproca e na promoção, para benefício de todos, da justiça social, e dos valores morais, da paz e da liberdade».

Em sua saudação ao Papa, Gregório III Laham reconheceu que ao viver em países de maioria muçulmana, «temos, em relação com este mundo, uma missão única, irreversível, insubstituível, imperativa, quase exclusiva, pois vivemos juntos há 1428 anos».

«Este papel está garantido por nossa presença e por nosso testemunho no mundo árabe, e é um papel importante sobretudo no Líbano e na Síria», concluiu.

Arqueólogos alemães encontram palácio da rainha de Sabá na Etiópia

Qui, 08 Mai, 12h15
Berlim, 8 mai (EFE).- Arqueólogos alemães encontraram os restos do palácio da lendária rainha de Sabá na localidade de Axum, na Etiópia, e revelaram assim um dos maiores mistérios da Antigüidade, segundo anunciou a Universidade de Hamburgo.

"Um grupo de cientistas sob direção do professor Helmut Ziegert encontrou durante uma pesquisa de campo realizada nesta primavera européia o palácio da rainha de Sabá, datado do século X antes de nossa era, em Axum-Dungur", destaca o comunicado da universidade.


A nota diz que "nesse palácio pode ter ficado durante um tempo a Arca da Aliança", onde, segundo fontes históricas e religiosas, foram guardadas as tábuas com os Dez Mandamentos, que Moisés recebeu de Deus no Monte Sinai.


Os restos da casa da rainha de Sabá foram achados sob o palácio de um rei cristão.

"As investigações revelaram que o primeiro palácio da rainha de Sabá foi transferido pouco após sua construção, e levantado de novo orientado para a estrela Sirius", dizem os cientistas.


Os arqueólogos acreditam que Menelik I, rei da Etiópia e filho da rainha de Sabá e do rei Salomão, foi quem mandou construir o palácio em seu lugar definitivo.


Os arqueólogos alemães disseram que havia um altar no palácio, onde provavelmente ficou a Arca da Aliança, que, segundo a tradição, era um cofre de madeira de acácia recoberto de ouro.

As várias oferendas que os cientistas alemães encontraram no lugar onde provavelmente ficava o altar foram interpretadas pelos pesquisadores como um claro sinal de que a relevância especial do lugar foi transmitida ao longo dos séculos.

A equipe do professor Ziegert estuda desde 1999, em Axum, a história do início do reino da Etiópia e da Igreja Ortodoxa Etíope.

"Os resultados atuais indicam que, com a Arca da Aliança e o judaísmo, chegou à Etiópia o culto a Sothis, que foi mantido até o século VI de nossa era", afirmam os arqueólogos.

O culto, relacionado à deusa egípcia Sopdet e à estrela Sirius, trazia a mensagem de que "todos os edifícios de culto fossem orientados para o nascimento da constelação", explica a nota.

O comunicado também diz que "os restos achados de sacrifícios de vacas também são uma característica" do culto a Sirius praticado pelos descendentes da rainha de Sabá.

sábado, 3 de maio de 2008

França: reconhecidas oficialmente aparições de Nossa Senhora de Laus

O santuário celebra sua festa com a presença de sete cardeais

Por Nieves San Martín

GAP, sexta-feira, 2 de maio de 2008 (ZENIT.org).- No dia 3 de maio, Dom Jean-Michel di Falco Léandri, bispo da diocese de Gap e de Embrun, França, reconhecerá oficialmente o caráter sobrenatural das aparições de Nossa Senhora a Benoite Rencurel, no Santuário de Laus, nos Altos Alpes.

Por ocasião do acontecimento, haverá uma celebração com a participação de sete cardeais, 17 bispos e três abades.

Esta medida é incomum, porque as «últimas aparições oficialmente reconhecidas na França são as de Lourdes, há 146 anos», sublinha o bispado de Gap em um comunicado.

A proclamação do reconhecimento oficial das aparições de Nossa Senhora acontecerá em uma missa presidida por Dom di Falco Léandri, que assinou o decreto de reconhecimento.

A homilia estará a cargo de Dom Georges Pontier, arcebispo metropolitano de Marsella. A Celebração será retransmitida ao vivo na França às 11h, no programa «Le Jour du Seigneur».

As festividades organizadas de 1º a 4 de maio neste elevado lugar de peregrinação na França contarão com a presença de numerosas personalidades.

Entre eles figuram altos cargos da Santa Sé, como o cardeal mexicano Javier Lozano Barragán, presidente do Conselho Pontifício para a Pastoral da Saúde, o cardeal Sergio Sebastiani, presidente da Prefeitura de Assuntos Econômicos da Santa Sé, o cardeal Jorge Maria Mejía, arquivista e bibliotecário emérito do Estado da Cidade do Vaticano, Dom Renato Boccardo, secretário-geral do Estado da Cidade do Vaticano, assim como vários cardeais bispos e abades franceses, e o núncio apostólico na França, Dom Fortunato Baldelli.

«Desde os primeiros meses que seguiram às aparições, os peregrinos chegaram em grande número. Mas o reconhecimento não se havia feito», explica Dom di Falco.

O Santuário se desenvolveu em torno da Basílica, edificada no lugar no qual a Virgem Maria apareceu a uma pastora de 17 anos, Benoite Rencurel, de 1664 a 1718, em uma aldeia isolada na beira da montanha, a 900 metros de altura, segundo indica o site do Santuário.

Este centro espiritual da diocese de Gap se converteu com os séculos em uma meta de peregrinação muito além das fronteiras francesas.

No programa dos quatro dias figuravam a missa da Ascensão, em 1º de maio, assim como um colóquio nos dias 2 e 3 de maio, sobre as aparições de Nossa Senhora de Laus.

No alto de Saint-Étiene-le-Laus, pequena aldeia pertencente então à diocese de Embrun, em maio de 1664, a Virgem Maria apareceu a uma pastora de 17 anos, Benoite, que habitava com sua família na aldeia.

Durante quatro meses, cada dia, Benoite levava seu rebanho ao lugar onde encontrou a «Bela Senhora». Esta lhe revelou: «Sou a Senhora Maria, a Mãe de Jesus» e a preparou para converter-se em testemunha da graça da conversão.

A partir do outono, a Virgem Maria a saúda na aldeia de Laus, frente a Saint-Étienne. Pede-lhe então a construção de uma igreja, com uma casa para os sacerdotes. O objetivo desta iniciativa que tomará corpo rapidamente é atrair os cristãos desejosos de viver um caminho de conversão, especialmente pelo sacramento da confissão. Benoite se converte então em membro da Terceira Ordem dominicana.

Benoite, no século de Luis XIV, do jansenismo e das guerras de religião foi durante 51 anos «uma das fontes mais escondidas e mais potentes da história da Europa», segundo dizia Jean Guitton, escritor e filósofo, dado que ela não sabia ler nem escrever.

Desde as origens das peregrinações, as curas físicas e morais foram reconhecidas em grande número, especialmente pelas unções do óleo da lâmpada do Santuário aplicadas com fé, segundo o conselho que a Virgem Maria ofereceu a Benoite.

Esta morreu aos 71 anos, reconhecida por todos como uma santa pelo fervor de sua oração, sua paciência e sua doçura na acolhida dos peregrinos, e sua obediência à Igreja.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

No corredor da morte...

Roteiro: Alessandro Lima Arte: Emerson H. de Oliveira