domingo, 24 de fevereiro de 2008

Cardeal Bertone pede um espaço mais amplo para a Igreja em Cuba

Uma multidão participou da Missa presidida pelo Cardeal Bertone em Havana

.- Dezenas de milhares de fiéis cubanos, alguns levando pôsteres com as imagens do Papa João Paulo II e do Papa Bento XVI, lotaram a praça da Catedral de Havana para participar da Missa em que o Secretário de estado do Vaticano, Cardeal Tarcisio Bertone, pediu mais espaços públicos para a missão da Igreja.

A Missa se converteu em uma verdadeira festa da fé, sem precedentes da visita do Papa João Paulo II à Ilha 10 anos atrás. Enquanto nas primeiras filas eram ocupadas por importantes autoridades do governo cubano, mais atrás milhares de fiéis de diversas paróquias e agrupamentos –incluindo as "Damas de Branco", que reclamam pacificamente a liberdade de seus familiares detidos por motivos políticos- criaram um mar humano que seguia com atenção a celebração transmitida através de alto-falantes e uma tela gigante.

Celebrando a Véspera da Cátedra de São Pedro, o Cardeal Tarcisio Bertone assinalou durante a homilia que "todas as nações da terra foram chamadas por Deus para formar um só povo que se deixe conduzir por Ele, como o rebanho pelo Pastor. À Igreja lhe encomendou esta tarefa, para o qual não se apóia em seguranças humanas ou materiais, mas na graça divina, pois seu obrar consiste em conduzir aos homens e mulheres do mundo a Cristo, para que haja um só rebanho e um só Pastor".

"O ministério eclesiástico encomendado a Pedro e a seus Sucessores –prosseguiu- é garantia da unidade da Igreja, da integridade do depósito da fé e princípio de comunhão de todos os membros do povo de Deus. Por conseguinte, a cátedra de Pedro, que hoje celebramos, não se apóia em forças humanas, 'na carne e no sangue', porém em Cristo, pedra angular".

"Também nós, como Simão, sentimo-nos felizes porque sabemos que a nossa glória não está em nós mesmos, mas no desígnio eterno e providente de Deus, que enviou o seu Filho, o Bom Pastor, para apascentar o rebanho e congregar aos filhos de Deus dispersos, oferecendo-se a si mesmo no altar da cruz como Cordeiro humilde e vítima expiatória", adicionou.

O Secretário de estado destacou também que a Igreja "está fundada sobre a base firme de Pedro e seu testemunho da mensagem de Cristo. A 'cátedra' de Pedro é precisamente o símbolo de sua missão, do lugar que ocupa e do papel que desempenha no povo de Deus".

"Queridos irmãos e irmãs –prosseguiu-, o relato evangélico de hoje nos mostra a origem divina da Igreja e como esta é essencialmente uma comunidade de fé. À profissão de fé do Príncipe dos Apóstolos, Jesus responde assegurando que o poder do inferno não derrotará à Igreja".

"Esta verdade une aos católicos do mundo inteiro e alenta a todos os batizados para que sejam parte ativa desta grande família, que tem como fim viver ela mesma com gozo a graça de ter encontrado ao Senhor e anunciar seu Evangelho de salvação", adicionou.

O Cardeal assinalou que precisamente porque é "chama no coração da humanidade, como fermento e sal entre os homens de qualquer raça e cultura, a Igreja pede ser reconhecida e respeitada em sua missão, sem ânimo de impor, mas sim de propor o Evangelho a quantos encontra em seu caminho".

Destacou logo que "com a proclamação do Evangelho de Cristo, a Igreja deu uma grande contribuição a este continente, e em particular a Cuba, alentando o respeito da vida humana desde sua concepção até seu término natural, protegendo o valor da família fundada no matrimônio de um homem e uma mulher, defendendo a liberdade de consciência e a liberdade religiosa e promovendo a inviolável dignidade da pessoa humana".

"Numerosos Institutos Religiosos e muitas outras pessoas se dedicaram com abnegação, e o continuam a fazer, ao serviço dos pobres, também aqui em Cuba. É incalculável o bem que têm feito e fazem nesta formosa Ilha as religiosas e religiosos dedicados a cuidar dos anciões, dos doentes e dos carentes", destacou logo o Secretário de estado, ao mencionar o testemunho do futuro "primeiro Beato cubano, o Padre Olallo Valdés".

"Tampouco podemos nos esquecer das tantas Congregações Religiosas que, especialmente durante o século vinte, levaram a cabo em Cuba um extraordinário e formoso trabalho educativo em centros de ensino e em humildes escolas paroquiais, em oficinas de aprendizagem e em lares para meninos e meninas sem amparo familiar. Muitos de vós vos lembrais disto com amor e gratidão", adicionou.

Depois de lembrar o testemunho de diversas congregações e personagens católicos na história de Cuba, o Cardeal Bertone pediu aos fiéis "dar graças a Deus porque a realidade da Igreja em Cuba através dos séculos foi uma presença benéfica, marcada por uma intensa ação educativa, de promoção humana e de respeito à vida de toda pessoa".

"Ela, fiel aos ensinamentos de Cristo, aspira a estar cada vez mais presente e ativa no meio da sociedade com as modalidades próprias do mundo atual, levando a cabo ao mesmo tempo sua premente missão de ensinar, sanar, assistir ao pobre e promover a dignidade de todos os seres humanos em sua dignidade, já sejam marginados, deslocados ou encarcerados", destacou.

"Tudo isso é possível –acrescentou- graças à cooperação de muitos voluntários que, nos dez anos desde que o Papa visitasse Cuba, foram crescendo em número, em generosidade e em compromisso solidário".

Logo de transmitir "a todos e cada um de vós a proximidade espiritual de Sua Santidade Bento XVI", o Cardeal concluiu assinalando: "o campo no que a Igreja está presente é muito vasto e são muitos os meninos e meninas, adolescentes, jovens, doentes, anciões, pessoas que têm sede de Deus e aos que ela se dirige como Mãe, lhes propondo a Cristo como Redentor do homem e de todo homem. A Igreja deseja poder ampliar sem limites o rádio de sua ação a outros âmbitos, para contribuir com firmeza ao bem comum do povo cubano".

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Jesus atua na liturgia da Palavra na missa, explica Pe. Cantalamessa

Sublinha o pregador apostólico ante o Papa e a Cúria

Por Marta Lago

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008 (ZENIT.org).- «Existe um âmbito e um momento na vida da Igreja em que Jesus fala hoje da forma mais solene e mais segura, e é a liturgia da palavra na Missa», constatou nesta sexta-feira, ante Bento XVI, o pregador da Casa Pontifícia.

«A Palavra de Deus é viva e eficaz», expressão paulina (Hebreus 4, 12) que percorre as pregações desta Quaresma a cargo do Pe. Raniero Cantalamessa O.F.M. Cap. na capela «Redemptoris Mater» do palácio apostólico do Vaticano.

O tema orienta não só este itinerário de reflexão para preparar para a Páscoa, mas também o caminho para o Sínodo dos Bispos, a grande convocatória do próximo mês de outubro sobre «A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja».

O ponto de partida proposto nesta sexta-feira pelo pregador do Papa, «A Palavra de Deus na vida de Cristo», concretiza-se no próprio Jesus «que prega».

Ele é a «Palavra» de Deus, a Boa Nova da vinda do Reino de Deus entre os homens, ou seja, Jesus é o próprio «sujeito» da pregação. «Às realizações provisórias da palavra de Deus nos profetas, sucede agora a realização plena e definitiva», afirmou.

«A Carta aos Hebreus expressa assim a novidade: ‘Muitas vezes e de muitos modos Deus falou no passado a nossos pais por meio dos Profetas; nestes últimos tempos, ele nos falou por meio do Filho’.»

Por isso, as «palavras-evento» – a palavra de Deus que, sobretudo nos profetas, «cria uma situação que leva a cabo sempre algo novo na história» – deram passagem às «palavras-sacramento».

Estas últimas «são as palavras de Deus ‘sucedidas’ de uma vez para sempre e recolhidas na Bíblia, que voltam a ser «realidade ativa» cada vez que a Igreja as proclama com autoridade e o Espírito que as inspirou volta a acendê-las no coração de quem as escuta», definiu o Pe. Cantalamessa.

Em Jesus, a Palavra de Deus «se fez carne» (Jo 1, 14). «O evento agora é uma pessoa!», afirmou.

Por meio de seu Filho, Deus fala «também hoje na Igreja». Para tomar consciência disso, o pregador da Casa Pontifícia apontou a afinidade entre Palavra e Eucaristia.

«O sacrifício de Cristo está consumado e concluído na cruz, em certo sentido; portanto, já não há mais sacrifícios de Cristo; contudo, sabemos que existe ainda um sacrifício e é o único sacrifício da Cruz que se faz presente e operante no sacrifício eucarístico; o evento continua no sacramento, na história na liturgia. Algo análogo sucede com a palavra de Cristo: deixou de existir como evento, mas existe ainda como sacramento», advertiu.

A «A sacramentalidade da palavra de Deus se revela no fato de que, às vezes, aquela atua manifestamente além da compreensão da pessoa, que pode ser limitada e imperfeita; obra quase por si mesma, ex opere operato, como se diz em teologia» «há uma desproporção evidente entre o sinal e a realidade que produz, algo que permite pensar precisamente na eficácia dos sacramentos».

Exemplificou com Santo Agostinho: «Ao ler as palavras de Paulo aos Romanos (13, 11 ss.), ‘Despojemo-nos das obras das trevas… Como em pleno dia, procedamos com decoro: nada de orgias ou bebedeiras’, sentiu uma ‘luz de serenidade’ que assaltava seu coração e compreendeu que estava curado da escravidão da carne».

Na Missa, a «liturgia da Palavra» é «a atualização litúrgica do Jesus que prega», sintetizou, é o momento no qual «as palavras e os episódios da Bíblia não só se narram, mas se revivem; a memória se converte em realidade e presença. O que aconteceu «naquele tempo», ocorre «neste tempo», «hoje» (hodie)».

Por isso, seguindo ao pregador do Papa, «Escutadas na liturgia, as leituras bíblicas adquirem um sentido novo e mais forte que quando se lêem em outros contextos. Não têm tanto o objetivo de conhecer melhor a Bíblia, como quando esta se lê em casa ou em uma escola bíblica, quanto o de reconhecer quem se faz presente ao partir o pão, iluminar cada vez um aspecto particular do mistério que se vai receber».

Assim aconteceu com os dois discípulos de Emaús – evocou. «Foi escutando a explicação das Escrituras que seu coração começou a arder, de maneira que foram capazes de reconhecer Jesus depois ao partir o pão».

Por isso «Não somos só ouvintes da palavra, mas interlocutores e atores nela» realmente, insistiu o pregador do Papa. E recordou os conselhos de Orígenes, quanto ao sumo cuidado e veneração que se tem para com a Eucaristia, o corpo do Senhor: «Sabei – dizia o padre apostólico dos primeiros tempos da Igreja – que descuidar da palavra de Deus não é culpa menor que descuidar de seu corpo».

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Frente promove encontro em defesa da vida

A Frente Parlamentar em Defesa da Vida - Contra o Aborto, com o apoio da Frente Parlamentar Contra a Legalização do Aborto, promove hoje o 1º Encontro Brasileiro de Legisladores e Governantes pela Vida. O evento reune vereadores, prefeitos, governadores, deputados e senadores de todas as regiões do País, além de parlamentares estrangeiros, para discutir o assunto.

Entre outros temas, serão discutidas políticas internacionais de controle da população mundial e a estratégia pró-vida no Brasil, incluindo a resistência parlamentar e dos movimentos sociais contrários à legalização do aborto. O objetivo é estabelecer uma articulação nacional e a mobilização das lideranças políticas pela defesa da vida desde a concepção.

A iniciativa é resultado do 1º Encontro Latino-Americano de Legisladores e Governantes pela Vida, ocorrido em Santiago, no Chile, em novembro passado, e culminará no 1º Encontro Mundial de Legisladores e Governantes pela Vida, em Madri, neste ano. O segundo, previsto para 2009, deverá ser realizado no Brasil.

No fim do encontro, será aprovado um manifesto político que será entregue ao presidente da República e aos presidentes da Câmara e do Senado. Além desse documento, também será eleita a comissão nacional que coordenará o encontro de 2009.

A abertura do evento está marcada para as 9 horas, no auditório Petrônio Portela, no Senado.

Veja a programação do evento

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Da Redação/NN

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Deputados e vereadores lançam manifesto contra o aborto


Elton Bomfim
Documento lançado ao final do encontro pede o fim de pesquisas com células-tronco.
Deputados federais, estaduais, vereadores e prefeitos de todo o País aprovaram na tarde desta quarta-feira, por aclamação, o manifesto do 1º Encontro Brasileiro de Legisladores e Governantes pela Vida, que deverá ser entregue aos presidentes da República, da Câmara e do Senado. O evento foi realizado para debater o Projeto de Lei 1135/91, que propõe a legalização do aborto e revoga o artigo 124 do Código Penal. A proposta está pronta para ser votada pela Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara.

Entre os principais pontos do manifesto, está a defesa da aprovação da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 3510, do ex-procurador-geral da República Cláudio Fonteles, que contesta o artigo da Lei de Biossegurança (11.105/05) que permite a utilização de células-tronco de embriões humanos para pesquisa ou tratamento de doenças, considerando que embrião não é vida. Os participantes do encontro querem encaminhar o manifesto ao Supremo Tribunal Federal (STF), que terá audiência em março para julgar a ADI.

Pílula do dia seguinte
O manifesto também não admite que o Sistema Único de Saúde (SUS) realize a distribuição do medicamento de anticoncepção de emergência, mais conhecido como pílula do dia seguinte. Segundo o documento, é inaceitável que o Estado estimule a população a não cumprir a lei, pois aborto é crime e o medicamento é abortivo.

O documento ainda conclama o governo federal a "empreender um grande esforço de atenção à maternidade, colocando à disposição das mulheres grávidas todo o acompanhamento necessário para que possam ter uma gestação de qualidade do ponto de vista médico".

Rejeição popular
O deputado Luiz Bassuma (PT-BA), presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Vida - Contra o Aborto, citou pesquisa do instituto Datafolha, divulgada em setembro de 2007, segundo a qual 87% da população são contra o aborto. Outra pesquisa de março do ano passado, mencionada pela deputada Íris de Araújo (PMDB-GO), apontava uma rejeição de 65%. Bassuma disse que esse salto, em apenas seis meses, se deu por causa do debate provocado pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão - que segundo o deputado tentou obter apoio para a prática, mas acabou provocando efeito contrário.

Bassuma ressaltou que a cada ano, em todo o mundo, "aproximadamente 50 milhões de crianças são assassinadas por métodos abortivos". Só no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde citados pelo deputado, 1,1 milhão de abortos ocorrem por ano. Ele lembrou que isso, além do custo humano, representa um custo econômico muito grande, porque, em sua avaliação, é muito mais barato investir na prevenção. Apesar de ser da bancada de apoio ao governo, ele acha que nessa área o Executivo não tem nenhuma política para resolver o problema.

O parlamentar disse também que estão sendo colhidas assinaturas para um manifesto pró-vida, que já obteve o apoio de mais de um milhão de pessoas. Ele fez um desafio para que se chegue a dois milhões de assinaturas. Segundo Bassuma, o manifesto será entregue ao presidente da Câmara para pressionar pela instalação da CPI do Aborto e barrar a aprovação do Projeto de Lei 1135/91.

Direito à vida
A deputada Íris de Araújo ressaltou que o nascimento de uma criança é um momento de muita emoção, e que é preciso mobilizar todos os setores organizados da sociedade para impedir a aprovação do projeto de lei que descriminaliza o aborto provocado pela própria gestante ou com o seu consentimento. Ela considera uma incoerência alguns deputados defenderem direitos do cidadão e direitos humanos, mas não se preocuparem com o direito à vida, que deve vir em primeiro lugar.

Íris ainda questionou se o sistema de saúde estaria preparado para atender as mulheres no caso de aprovação do projeto. De acordo com a deputada, só para fazer uma curetagem já existem filas. Por isso, ela acredita que não haveria condições de atender milhares de mulheres em caso de legalização do aborto.

Participantes
O deputado Odair Cunha (PT-MG), que coordenou a mesa final do encontro promovido pela Frente Parlamentar em Defesa da Vida - Contra o Aborto, disse que participaram do evento no auditório Petrônio Portela, no Senado, 68 vereadores, 50 deputados federais, 1 senador, 9 deputados estaduais e 6 prefeitos.

Íntegra da proposta:
- PL-1135/1991

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Reportagem - Roberto Seabra
Edição - Marcos Rossi


(Reprodução autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara')

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O Risco do Aborto

Roteiro: Alessandro Lima. Arte: Emerson H. de Oliveira.

Obs: a excomunhão automática sempre pode ser revogada pelo Bispo mediante sincero arrependimento.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Arcebispo de Brasília pede atuação junto do Congresso

Em matérias de defesa da vida

BRASÍLIA, quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008 (ZENIT.org).- Diante dos projetos de lei que atentam contra a dignidade humana, a exemplo das investidas de legalização do aborto, o arcebispo de Brasília considera que é fundamental os fiéis atuarem junto do Congresso.

«A melhor forma [de reação para garantir a defesa da vida], em Brasília, é ir para o Congresso», disse Dom João Braz de Aviz, em entrevista realizada pela paróquia São Pedro e difundida no site da arquidiocese local.

«Já vi que não adianta só a gente fazer bonitos raciocínios, gritar na rua, isso também é importante, temos de fazer essas coisas, como, de fato, já foi feito, mas principalmente temos que ir ao Congresso, à Assembléia, ao Senado e ver quais os deputados que estão a favor disso e fazer pressão realmente, com muita responsabilidade e sem omissão.»

O arcebispo afirmou que «nós, católicos, temos de acordar um pouco mais, muita coisa já está sendo feita. Aqui em Brasília é muito importante a movimentação no Congresso».

Dom João Braz recordou que para auxiliar no apostolado em defesa da vida há diferentes assessorias da Igreja, como da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e dos próprios advogados das arquidioceses.

«Somos cidadãos, temos o direito de lutar por nossas idéias, no Brasil o exercício da religião é um exercício livre, há o respeito ao direito que nós temos», considerou.

«Como não se trata, nessa questão da vida, simplesmente de uma lei, nem sequer das idéias de uma Igreja, mas de um direito humano, o direito à vida», «então nós temos também que entrar na luta, nesse trabalho consciente e profundo em defesa da vida», afirmou.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Cardeal mexicano: Políticos pró-aborto não representam ao povo que ama a vida


Cardeal Sandoval Iñiguez

.- Durante uma Missa celebrada diante de manifestantes pró-vida que pedem a declaração de ilegalidade do aborto à Corte Constitucional do México, o Arcebispo de Guadalajara, Cardeal Juan Sandoval Iñiguez, assinalou que os políticos e funcionários públicos que favorecem o aborto não representam ao povo mexicano, que ama a vida.

O Cardeal Sandoval presidiu em Guadalajara uma das numerosas marchas pela vida que no domingo se realizaram em diversas cidades do México para solicitar à Corte suprema que declare inconstitucional o aborto legalizado pelo governo autônomo da capital mexicana.

"A marcha em que participamos é pela vida e a família, e uma situação propícia para que os nossos governantes e os nossos legisladores sintam o pulso do povo, este povo humanista, hospitaleiro, generoso e crente e legislem em conseqüência porque são representantes do povo".

"Se são verdadeiros representantes do povo, que os representem dignamente, e que reflitam os valores deste povo que ama a família e a vida", adicionou.

Segundo o Cardeal, "as iniciativas contra a vida que querem propor nas legislações são contrárias à lei de Deus e contrárias ao direito do homem a viver".

"A vida –disse o Arcebispo- é o dom básico que Deus deu às pessoas e é além disso o direito fundamental do ser humano, direito que deve ser respeitado, porque ninguém é dono da vida, nem da própria nem da alheia, o dono é o Senhor".

Na Missa que encerrou a marcha pró-vida não só assistiram milhares de fiéis, mas também funcionários públicos do estado de Jalisco, como Martín Hernández Balderas, secretário de Desenvolvimento Humano; a contralora do Governo do Estado, María del Carmen Mendoza e a esposa do governador Imelda Guzmán de León.