sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Ao inaugurar "Porta de Bronze" do Vaticano: A Casa do Papa está aberta a todos diz o Papa Bento XVI

VATICANO, 12 Out. 07 / 12:00 am (ACI).- O Papa Bento XVI inaugurou ao meio-dia a restauração do famoso "Portone di Bronzo" (Porta de Bronze) a entrada principal do Palácio Apostólico Vaticano, logo depois de dois anos de trabalho para recuperar seu esplendor original.

O Papa recordou que "a Porta de Bronze foi feita por Giovanni Battista Soria e Orazio Censore durante o pontificado de Paulo V, que entre 1617 e 1619 quis renovar completamente toda a estrutura da "Porta Palatii" (Porta dos Palácios). Em 1663, depois da colossal obra arquitetônica de Gian Lorenzo Bernini, situou-se no lugar atual, quer dizer, entre a Colunata da Praça de São Pedro e o Braço de Constantino".

Apesar de que se pensou restaurar por motivo do Grande Jubileu de 2000, só foi possível começar as obras em 2006.

"Agora -afirmou o Papa- recuperou seu lugar e sua função, sob o formoso mosaico que representa à Virgem com o Menino entre São Pedro e São Paulo".

"Precisamente porque marca o acesso à casa daquele a quem o Senhor chamou a guiar como Pai e Pastor a todo o Povo de Deus, esta Porta assume um valor simbólico e espiritual. Atravessam-na quem devem encontra o Sucessor de Pedro, peregrinos e visitantes que se dirigem aos diferentes escritórios do Palácio Apostólico".

Bento XVI manifestou o desejo de que "os que entrem pela Porta de Bronze possam sentir-se nada mais que entrar acolhidos pelo abraço do Papa. A casa do Papa está aberta a todos".

O Santo Padre finalmente agradeceu aos que colaboraram nesta obra de restauração: aos serviços técnicos do Governo do Estado da Cidade do Vaticano e aos restauradores dos Museus Vaticanos".

Lei de "pesquisa biomédica" promove morte de seres humanos, adverte especialista

.- "A Lei de Pesquisa Biomédica não é respeitosa nem segura para os embriões humanos, pois permite usar suas células e tecidos sem reparar em que, para a obtenção dos mesmos, o embrião morre", assinalou Mónica López Barahona, doutora em Ciências Químicas e diretora geral do Banco de Cordão Umbilical VidaCord.

Assim indicou a especialista na conferência inaugural do II Simpósio Nacional sobre Objeção de Consciência, organizado pela Associação Nacional para a Defesa da Objeção de Consciência (ANDOC).

Em nota de imprensa divulgada pela Fundação Vida, López indicou que "esta prática não é respeitosa com os direitos dos cidadãos. Como eu, muitos outros cidadãos, ao mesmo tempo em que cientistas, não vemos absolutamente nossos direitos respeitados nesta norma. Assim muitos o expressamos em seu momento em um manifesto cujas sugestões não se recolheram no articulado desta lei".

Em sua opinião esta norma "contradiz-se quando afirma que protege a dignidade e identidade do ser humano, enquanto que de uma vez permite a eliminação de embriões sãos. Os embriões são indivíduos da espécie humana. São seres humanos. Não se pode dizer que se protege a saúde se favorecer o diagnóstico cujo fim é eliminar ao embrião doente. que se permita gerar embriões para matá-los alguns dias depois e empregar assim suas células tronco (estaminais), não favorece a saúde dos adultos doentes".

"Hoje não há um só ensaio clínico em marcha com células tronco embrionárias frente a centenas de ensaios clínicos com células tronco adultas", advertiu.

A diretora geral do Banco de Cordão Umbilical VidaCord também manifestou que a lei autoriza as técnicas de transferência nuclear com fins terapêuticos e de investigação, e de uma vez proíbe a criação de embriões para pesquisa. "Mas as técnicas de transferência nuclear com fins de pesquisa supõe a criação de embriões destinados à investigação, questão que a lei diz proibir sempre", precisou.

Para mais informação pode escrever a comunicacion@fundacionvida.net ou acessar: www.fundacionvida.net

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Ortodoxos russos abandonam colóquios ecumênicos de Ravena


Por divergências com o Patriarcado de Constantinopla

CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 11 de outubro de 2007 (ZENIT.org).- A Santa Sé espera que não haja repercussões no diálogo ecumênico das dificuldades entre ortodoxos na X Sessão Plenária da Comissão Mista Internacional para o Diálogo Teológico entre a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa em seu conjunto.

Em comunicado, a delegação do Patriarcado Ortodoxo de Moscou informa que deixou a plenária por divergências com o Patriarcado Ecumênico Ortodoxo de Constantinopla sobre a questão do estatuto da Igreja Ortodoxa na Estônia.

O Pe. Federico Lombardi, S.J., diretor da Sala de Informação da Santa Sé e da «Rádio Vaticano», explica em uma declaração que «é preciso desejar que estas dificuldades entre os ortodoxos não prejudiquem o diálogo oficial da Ortodoxia com a Igreja Católica e que possam ser resolvidas logo».

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Papa convida católicos e ortodoxos à unidade

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 10 de outubro de 2007 (ZENIT.org).- Bento XVI fez nesta quarta-feira um chamado à unidade entre católicos e ortodoxos, por ocasião de sessão plenária da Comissão Internacional para o Diálogo teológico entre a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa em seu conjunto.

O encontro reúne em Ravena (Itália), até o domingo, 30 delegados católicos e 30 delegados das diferentes Igrejas Ortodoxas.

A Comissão está tratando de um tema teológico qualificado pelo Papa como «de particular interesse ecumênico»: «Conseqüências eclesiológicas e canônicas da natureza sacramental da Igreja. Conciliariedade e sinodalidade na Igreja».

O Papa convidou os 23.000 peregrinos que participaram da audiência geral a unirem-se à sua oração «para que este importante encontro ajude a caminhar para a plena comunhão entre católicos e ortodoxos, e para se possa chegar o quanto antes possível a compartilhar o mesmo cálice do Senhor».

Os presidentes da Comissão são o cardeal Walter Kasper, presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos e Sua Excelência Ioannis, metropolita de Pérgamo (do Patriarcado Ecumênico).

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Começa sessão da Comissão Teológica Católico-Ortodoxa

Centrada na «natureza sacramental da Igreja»: «Conciliariedade e sinodalidade»

RAVENA, segunda-feira, 8 de outubro de 2007 (ZENIT.org).- Com a participação de 30 delegados católicos e 30 ortodoxos, começaram nesta segunda-feira, em Ravena, as sessões de trabalho da X Assembléia plenária da comissão internacional para o diálogo teológico entre a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa em seu conjunto.

O encontro começou com a oração das vésperas, que foram presididas, na estupenda Basílica de São Apolinário, por dom Giuseppe Verucchi, arcebispo da cidade.

Nesta terça-feira pela manhã, as sessões de trabalho começarão no antigo cinema Corso com um ato aberto ao público. A seguir, as reuniões continuarão durante toda a semana a portas fechadas.

O encontro concluirá no domingo 14 de outubro e deverá ser publicado um comunicado.

O documento que será analisado pela Comissão tem como título «Conseqüências eclesiológicas e canônicas da natureza sacramental da Igreja. Conciliariedade e sinodalidade na Igreja».

Isso já deveria haver sido analisado no programa concordado em Patmos-Rodas em 1980, quando aconteceu a primeira sessão desta Comissão. Suspendeu-se para enfrentar questões relativas às relações da Ortodoxia com as Igrejas Orientais católicas após a queda dos regimes comunistas na Europa Oriental.

A Comissão havia interrompido suas reuniões durante seis anos por causa de divergências sobre esta matéria, até a reunião que aconteceu no ano passado em Belgrado.

Os presidentes da Comissão são o cardeal Walter Kasper, presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos e Sua Excelência Ioannis, metropolitano de Pérgamo (do Patriarcado Ecumênico).

Ao receber em uma audiência de dezembro de 2005 os membros desta Comissão, Bento XVI lhes disse: «Nesta nova etapa do diálogo, é preciso examinar juntos dos aspectos: por um lado, eliminar as divergências que subsistem e, por outro, ter como desejo primordial fazer todo o possível para restabelecer a comunhão plena, bem essencial para a comunidade dos discípulos de Cristo, como sublinhou o documento preparatório de vosso trabalho».

Evangelizar significa promover a autêntica paz, diz Papa

No mês missionário por excelência

CIDADE DO VATICANO, domingo, 7 de outubro de 2007 (ZENIT.org).- Bento XVI explicou este domingo que a evangelização é a maneira mais profunda com a qual os cristãos podem promover a paz autêntica.

O pontífice afirmou isso ao rezar o Angelus junto a milhares de peregrinos, recordando que o mês de outubro é dedicado tradicionalmente pela Igreja às missões e aos missionários, pois nele se celebra o Domingo Mundial das Missões, que neste ano acontece em 21 de outubro.

«Sabemos que a autêntica paz difunde-se ali onde os homens e as instituições abrem-se ao Evangelho», declarou o pontífice falando desde a janela de seu apartamento.

«O mês de outubro ajuda-nos a recordar esta verdade fundamental através de uma mobilização que busca promover o anseio missionário em cada comunidade e apoiar o trabalho de sacerdotes, religiosas, religiosos e leigos que trabalham nas fronteiras da missão da Igreja».

Para este ano, Bento XVI dedicou sua mensagem para a Jornada Missionária Mundial ao tema «Todas as Igrejas para o mundo inteiro».

«O anúncio do Evangelho é o primeiro serviço da Igreja à humanidade para oferecer a salvação de Cristo ao homem de nosso tempo, humilhado e oprimido de muitas maneiras, e para orientar de forma cristã as transformações culturais, sociais e éticas que acontecem no mundo», declarou o Papa.

Bento XVI recordou que há 150 anos partiram para a África, para o atual Sudão, cinco sacerdotes e um leigo entre os quais se encontrava São Daniel Comboni (1831-1881), futuro bispo da África central e patrono dessas populações, cuja memória litúrgica celebra-se no próximo dia 10 de outubro.

Fundador dos Missionários Combonianos do Coração de Jesus e das Pias Madres da Nigricia, Comboni foi canonizado por João Paulo II em 5 de outubro de 2003.

«À intercessão deste pioneiro do Evangelho e de outros numerosos santos e beatos missionários, em particular à proteção da Rainha do Santo Rosário, encomendamos todos os missionários e missionárias», concluiu o Papa.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Bento XVI assegura sua colaboração ao novo patriarca ortodoxo da Romênia

Sua Beatitude Daniel, prestigioso intelectual

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 1o de outubro de 2007 (ZENIT.org).- Bento XVI assegurou sua colaboração e a dos fiéis católicos a Sua Beatitude Daniel, novo patriarca da Igreja Ortodoxa romena.

O Papa enviou a Bucareste, em 30 de setembro, uma delegação para participar da entronização do chefe dessa Igreja com 19 milhões de fiéis.

A delegação esteve presidida pelo cardeal Walter Kasper, presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, e composta pelo bispo Brian Farrell, L.C., secretário desse organismo vaticano, e pelo arcebispo Jean Claude Périsset, núncio apostólico na Romênia.

Como «prenda da busca da plena comunhão», o cardeal Kasper deu ao patriarca, em nome do Papa, um precioso cálice e levou uma carta escrita pelo pontífice em francês, na qual assegura que «os católicos estão ao lado de seus irmãos ortodoxos, com a oração e sua disponibilidade, para oferecer toda colaboração útil».

«O único Evangelho espera ser anunciado por todos juntos, no amor e na estima recíprocos», segue dizendo Bento XVI ao chefe da Igreja romena, que entre todas as igrejas ortodoxas é a segunda em número de fiéis, depois da ortodoxa russa.

A carta recolhe a boa relação que se criou entre João Paulo II, primeiro Papa em visitar um país ortodoxo, Romênia, em maio de 1999, com o anterior patriarca da Romênia, Sua Beatitude Teoctist, falecido em 30 de julho de 2007, aos 92 anos, depois de 19 anos de mandato.

Aquele gesto e as palavras que então se pronunciaram, reconhece Bento XVI, «continuam sendo de atualidade para mim e para a Igreja Católica, sublinhando que é particularmente necessário intensificar os laços que nos unem para o bem das Igrejas».

O bispo de Roma considera que esta intensificação da amizade entre católicos e ortodoxos será decisiva «para responder às necessidades atuais na Europa e no mundo, tanto no âmbito religioso como no social».

«Um testemunho comum dos cristãos é cada vez mais necessário para responder à nossa vocação comum e às urgências de nosso tempo», conclui a carta.

Sua Beatitude Daniel Ciobotea, de 56 anos, é o sexto patriarca romeno. Conta com três doutorados universitários, dois deles realizados no exterior, com 12 anos de estudos ecumênicos e com 10 anos de monaquismo. Até agora era arcebispo metropolitano de Moldávia e Bucovina.