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domingo, 8 de fevereiro de 2009

Legião de Cristo reconhece e lamenta alguns fatos na vida de seu fundador

A Congregação pede perdão

ROMA, domingo, 8 de fevereiro de 2009 (ZENIT.org).- «Alguns aspectos da vida do Pe. Marcial Maciel eram incompatíveis com o sacerdócio», afirmou Jim Fair, porta-voz da congregação religiosa nos Estados Unidos.

Após as notícias terem sido publicadas em alguns meios de comunicação dos Estados Unidos e em outros países, os Legionários de Cristo atenderam Zenit.

«Entristece-nos profundamente ter conhecido a existência desses fatos e o mal que esta notícia possa causar a algumas pessoas. Pedimos perdão, como seus filhos espirituais e como instituição», afirmou Pe. Alexandre Paccioli, LC, porta-voz da congregação no Brasil.

O Pe. Paccioli revelou a Zenit que aconteceram alguns fatos na vida do fundador que são surpreendentes e que são difíceis de compreender.

De acordo com o porta-voz, os legionários de Cristo continuam apreciando todo o bem que receberam de herança de seu fundador. «Independentemente de quais tenham sido as fraquezas humanas do Pe. Maciel, nós estamos agradecidos por ter recebido o carisma através dele».

«Os Legionários de Cristo e os membros do Movimento Regnum Christi reafirmam ainda seu compromisso de servir à Igreja e à sociedade, com todas as forças, unidos em Cristo», afirma Paccioli, agradecendo todas as mensagens de apoio que têm chegado à Congregação de diversas partes do mundo.

«Um dos mistérios que todos nós vemos na vida é que Deus faz o bem com instrumentos humanos imperfeitos», acrescenta.

O Pe. Marcial Maciel fundou os Legionários de Cristo em 1941 e renunciou à reeleição como diretor geral em 2005. Sucedeu-lhe no cargo o Pe. Álvaro Corcuera.

Em maio de 2006, após ter investigado acusações referentes ao Pe. Maciel, a Congregação para a Doutrina da Fé «decidiu – levando em consideração tanto a idade avançada do Pe. Maciel como sua frágil saúde – renunciar a um processo canônico e convidar o padre a uma vida reservada de oração e penitência, renunciando a todo ministério público».

Nessa ocasião, a nota vaticana reconhecia «com gratidão o benemérito apostolado dos Legionários de Cristo e da associação Regnum Christi».

No mundo, há cerca de 800 sacerdotes legionários de Cristo e 2.500 seminaristas. O movimento de apostolado Regnum Christi, fundado pelo Pe. Maciel, está formado por cerca de 70 mil membros, jovens e adultos, diáconos e sacerdotes e possui obras de apostolado atuantes em todas as áreas da sociedade.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Sínodo acolhe magistério de patriarca ortodoxo pela primeira vez

Apresentada uma proposição ao Papa sobre a intervenção de Bartolomeu I


CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 28 de outubro de 2008 (ZENIT.org).- O Sínodo dos Bispos sobre a Palavra de Deus se converteu na primeira assembléia sinodal em acolher o magistério de um patriarca ortodoxo. 

A proposição 37 (das que o Sínodo adotou por pelo menos dois terços dos votos – o resultado exato da votação é secreto) recolhe o ensinamento que o patriarca ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, apresentou aos padres sinodais. 

Em sua proposta ao Papa, os padres sinodais começam dando graças «a Deus pela presença e pelas intervenções dos delegados fraternos, representantes das demais Igrejas e comunidades eclesiais». 

No total, foram 11 e representaram o patriarcado de Constantinopla, o da Rússia, o de Romênia, o da Sérvia, a Igreja Ortodoxa Grega, a Igreja Apostólica Armênia, a Comunhão Anglicana, a Federação Mundial Luterana, os Discípulos de Cristo e o Conselho Ecumênico das Igrejas. 

Os padres sinodais fazem referência particular à oração das Vésperas presidida pelo Papa Bento XVI junto a Sua Santidade Bartolomeu I na Capela Sistina, em 18 de outubro. 

«As palavras do patriarca ecumênico dirigidas aos padres sinodais permitiram experimentar uma profunda alegria espiritual e ter uma experiência viva de comunhão real e profunda, ainda que não seja perfeita; nelas experimentamos a beleza da Palavra de Deus, lida à luz da Sagrada Liturgia e dos Padres, uma leitura espiritual intensamente contextualizada em nosso tempo», diz a proposição aprovada pelo Sínodo. 

«Deste modo, vimos que recorrendo ao coração da Sagrada Escritura encontramos realmente a Palavra nas palavras; a Palavra abre os olhos dos fiéis para responder aos desafios do mundo atual», continuam dizendo os padres sinodais no enunciado. No total, aprovaram 55 proposições. 

«Também compartilhamos a experiência gozosa de ter padres comuns no Oriente e no Ocidente – acrescenta. Que este encontro se converta em estímulo para oferecer um ulterior testemunho de comunhão na escuta da Palavra de Deus e de súplica fervorosa ao único Senhor, para que se realize quanto antes a oração de Jesus: ‘Que todos sejam um’.»

O Papa se baseia, entre outras coisas, nas proposições aprovadas pelo Sínodo para a redação da exortação apostólica pós-sinodal. Em caso de que seja incluída esta proposição no documento, será a primeira vez que o magistério de um patriarca ortodoxo é acolhido explicitamente por este tipo de documentos magistrais da Igreja Católica. 

domingo, 24 de agosto de 2008

Bento XVI reafirma missão de servir à «unidade da única Igreja»

A profissão de fé de Pedro, fonte do ministério petrino

Por Inmaculada Álvarez

CASTEL GANDOLFO, domingo, 24 de agosto de 2008 (ZENIT.org).- «A missão de Pedro e de seus sucessores é precisamente servir à unidade da única Igreja de Deus», explicou hoje o Papa aos peregrinos congregados no pátio do palácio apostólico de Castel Gandolfo para a oração do Ângelus.

Bento XVI dedicou sua reflexão ao evangelho de hoje, que relata a profissão de fé do apóstolo Pedro, a aprofundar no «ministério petrino» e na sua «particular missão» em relação com a unidade da Igreja.

O Papa citou o diálogo entre Jesus e Pedro: «Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. A esta inspirada profissão de fé por parte de Pedro, Jesus replica: Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. A ti darei as chaves do reino dos céus».

«Foi a primeira vez que Jesus fala da Igreja, cuja missão é a atualização do desenho grandioso de Deus de reunir em Cristo à humanidade inteira em uma única família», explicou.

Neste sentido, acrescentou, «a missão de Pedro e de seus sucessores é precisamente servir a esta unidade da única Igreja de Deus formada por judeus e pagãos».

«O ministério indispensável de Pedro é o de fazer que a Igreja não se identifique nunca com uma só nação, com uma só cultura, mas que seja a Igreja de todos os povos, para fazer presente entre os homens, marcados por numerosas divisões e contrastes, a paz de Deus e a força renovadora de seu amor».

«Servir portanto à unidade interior que provém da paz de Deus, a unidade de todos que em Jesus Cristo se converteram em irmãos e irmãs: esta é a missão peculiar do Papa, bispo de Roma e sucessor de Pedro», explicou o Papa.

Bento XVI confiou aos presentes que esta tarefa comporta uma «enorme responsabilidade», frente à qual ele mesmo necessita ser sustentado pela oração dos fiéis.

«Advirto cada vez mais o compromisso e a importância do serviço à Igreja e ao mundo que o Senhor me confiou. Por isto vos peço, queridos irmãos e irmãs, que me sustenteis com vossa oração, para que, fiéis a Cristo, possamos juntos anunciar e testemunhar sua presença neste nosso tempo», disse o Papa aos presentes.

Por outro lado, o Papa se referiu à pergunta que Jesus dirige a seus discípulos, «e vós, quem dizeis que eu sou?», afirmando que esta pergunta «se dirige a nós, cristãos, mas ao mesmo tempo a todo homem e mulher».

A Igreja continua hoje repetindo a solene profissão de Pedro, acrescenta o Papa. «Sim, Jesus, tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo! O fazemos com a consciência de que Cristo é o verdadeiro «tesouro» pelo qual vale a pena sacrificar tudo».

«Ele é o amigo que nunca nos abandona, porque conhece as esperanças mais íntimas de nosso coração. Jesus é o «Filho do Deus vivo», o Messias prometido, vindo à terra para oferecer à Humanidade a salvação e para satisfazer a sede de vida e amor que habita em todo ser humano».

«Que benefício teria a humanidade se acolhesse este anúncio que traz consigo a alegria e a paz!», acrescentou o Papa.

domingo, 3 de agosto de 2008

Primeira Missa de D. Antonio Keller

Ontém no dia 03/08 (domingo) às 10:30 da manhã começou a primeira missa rezada pelo recém ordenado Bispo D. Antonio Keller. A missa foi celebrada na Paróquia Santo Antonio, no bairro do Limão em São Paulo-SP onde D. Keller serviu como padre durante muitísismos anos.

Fomos eu e o Rafael Cresci. Quando chegamos a Igreja estava simplemente lotada, com gente "saindo pelo ladrão".

A homilia de D. Keller foi maravilhosa (daí pude compreender melhor de onde vem tanto amor da comunidade pelo seu pároco). Ao final, o coral da paróquia do Limão (que também cantou na cerimônia de ordenação episcopal na Catedral da Sé) cantou uma música que compuseram em homenagem a D. Keller. Foi um momento de grande emoção, nesta hora não teve jeito e as lágrimas vieram mesmo ao meus olhos.

D. Keller na homilia de sua primeira missa como Bispo

A Missa cabou às 12:35 e eu já tinha que sair correndo para pegar um táxi e ir direto ao aeroporto. E por isso, infelizmente não pude dar meu abraço de despedida em nosso Revmo Exmo Bispo D. Antonio Keller, nosso grande amigo e pai.

Que Nosso Senhor Jesus Cristo abençoe abundantemente este servo de Deus. E que Nossa Senhor proteja D. Keller neste seu novo serviço à Santa Igreja Católica.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Ordem que foi próxima do arcebispo Lefebvre anuncia comunhão com Roma

Os Redentoristas Transalpinos, com sede central na ilha da Escócia

ROMA, segunda-feira, 14 de julho de 2008 (ZENIT.org).- O Frei Michael Mary, C.SS.R., vigário geral dos Redentoristas Transalpinos, com sede central em uma ilha escocesa, que em sua história recebeu ajuda do arcebispo Marcel Lefebvre e da fraternidade sacerdotal de São Pio X, anunciou pela internet sua comunhão com Roma.

O anúncio acontece em uma carta apresentada no site da Ordem, (http://www.papastronsay.com) e publicada em seu próprio blog (http://papastronsay.blogspot.com).

A ordem celebra a Eucaristia segundo o rito precedente à reforma litúrgica do Concílio Vaticano II.

O anúncio explica que este passo aconteceu depois que em «18 de junho passado, diante do cardeal Darío Castrillón e dos membros da Comissão Pontifícia Ecclesia Dei, em Roma, eu pedira humildemente à Santa Sé, em meu nome e em nome do conselho do mosteiro, que as sanções sacerdotais fossem suspensas».

«Em 26 de junho, recebi oralmente a mensagem que afirmava que a Santa Sé apoiou nossa petição. Todas as censuras canônicas foram suspensas», anuncia.

«Estamos profundamente agradecidos ao nosso Santo Padre, Bento XVI, por ter publicado em julho do ano passado o Motu Proprio Summorum Pontificum, que nos convidou a uma comunhão serena com ele», afirma o vigário.

«Agora temos esta serena comunhão! É uma pérola de grande valor; um tesouro escondido no campo; uma doçura que não pode ser imaginada por aqueles que não a provaram.»

«Seu valor não pode ser expresso plenamente com a linguagem humana, e por esse motivo esperamos que todos os sacerdotes tradicionalistas que ainda não o fizeram, respondam ao convite do Papa Bento XVI para desfrutar da graça da serena comunhão com ele.»

Pensando no futuro, segundo explica, «o próximo passo será erigir canonicamente nossa comunidade».

Originalmente baseada em Joinville, França, a ordem se trasladou à ilha de Sheppey, Kent, e de maneira permanente em Papa Stronsay, pequena ilha do norte de Escócia, em 1999. Vivem no mosteiro de Golgotha e publicam «The Catholic».

A ordem estabeleceu recentemente um segundo mosteiro na cidade de Christischurch, Nova Zelândia, cujo blog também divulgou o anúncio da comunhão com Roma.

Sua regra se baseia na de Santo Alfonso Maria de Ligório, mas não tem laços hierárquicos com a ordem Redentorista.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Patriarca Bartolomeu I expressa esperança na unidade

Durante a Missa celebrada ontem na Basílica de São Pedro

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 30 de junho de 2008 (ZENIT.org).- O Patriarca Ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, expressou seu «verdadeiro desejo» de que se superem o quanto antes os obstáculos para alcançar a unidade da Igreja, durante a homilia pronunciada na Missa presidida pelo Papa na Basílica de São Pedro, ontem pela manhã, por ocasião da Solenidade de São Pedro e São Paulo.

«O Diálogo teológico entre nossas Igrejas, 'na fé, na verdade e no amor', graças à ajuda divina, segue adiante, muito além das notáveis dificuldades que subsistem e das importantes problemáticas», afirmou o Patriarca.

«Desejamos verdadeiramente e rezamos muito por isso: que estas dificuldades sejam superadas e que os problemas se desvaneçam o mais rapidamente possível, para alcançar o objeto de desejo final, para a glória de Deus».

O Patriarca, que pronunciou a homilia junto com o Papa Bento XVI, manifestou a importância que a Solenidade de São Pedro e São Paulo tem também para a Igreja do Oriente, que a celebra com um jejum nos dias precedentes.

Ambos os santos, «o Oriente os honra habitualmente também através de um ícone comum, no qual ou têm em suas santas mãos um pequeno veleiro, que simboliza a Igreja».

Este gesto de comunhão, o beijo santo da paz, é o que «precisamente viemos trocar convosco, Santidade, sublinhando o ardente desejo em Cristo e o amor, coisas estas que nos cabe viver perto uns dos outros», acrescentou.

Como gesto de comunhão, aludiu também ao Ano Paulino convocado pela Igreja Ortodoxa, a qual organizou uma peregrinação pelos lugares do Oriente vinculados ao ministério de São Paulo.

«Estai seguro, Santidade, de que neste sagrado trajeto estais presente também Vós, caminhando conosco em espírito, e que em cada lugar elevaremos uma ardente oração por Vós e por nossos irmãos da venerável Igreja Romano-Católica, dirigindo uma forte súplica à intercessão do divino Paulo ao Senhor por Vós».

O Patriarca concluiu com uma oração para que, por intercessão dos Apóstolos Pedro e Paulo, Deus «conceda a nós e a todos os filhos, de todas as partes do mundo, da Igreja Ortodoxa e Romano-Católica, aqui embaixo, a «união da fé e a comunhão do Espírito Santo» no 'vínculo da paz', e lá em cima, a vida eterna e a grande misericórdia».

quinta-feira, 26 de junho de 2008

O Papa continuará distribuindo comunhão de joelhos e na boca

Explica o mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias

CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 26 de junho de 2008 (ZENIT.org).- Bento XVI distribuirá habitualmente a comunhão aos fieis de joelhos e na boca, anunciou o mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias.

Em uma entrevista concedida a edição italiana de 26 de junho do «L'Osservatore Romano», Dom Guido Marini responde a quem pergunta se o Papa manterá esta prática que pôde ser vista em sua última viagem à Itália, às localidades de Santa Maria de Leuca e Brindisi.

«Creio realmente que sim – considera –. Neste sentido, não se deve esquecer que a distribuição da comunhão na mão continua sendo ainda, do ponto de vista jurídico, um indulto à lei universal, concedido pela Santa Sé às conferências episcopais que o tenham pedido».

«A modalidade adotada por Bento XVI tende a sublinhar a vigência da norma válida para toda a Igreja», declara.

Esta modalidade de distribuição do sacramento, diz, «sem tirar nada da outra, sublinha melhor a verdade da presença real na Eucaristia, ajuda à devoção dos fiéis, introduz com mais facilidade no sentido do mistério. Aspecto que em nosso tempo, pastoralmente falando, é urgente sublinhar e recuperar», declara.

A quem acusa Bento XVI de querer impor modelos pré-conciliares, o mestre das celebrações litúrgicas explica que «termos como 'pré-conciliar' e 'pós-conciliar' me parece que pertencem a uma linguagem que já foi superada e, se são utilizados com o objetivo de indicar uma descontinuidade no caminho da Igreja, considero que são equivocados e típicos de visões ideológicas muito redutivas».

«Há 'coisas antigas e coisas novas' que pertencem ao tesouro da Igreja de sempre e como tais devem ser consideradas. Quem é sábio sabe encontrar em seu tesouro tanto umas como outras, sem ter outros critérios que não sejam evangélicos e eclesiais».

«Nem tudo o que é novo é verdadeiro, como tampouco o é tudo que é antigo. A verdade atravessa o antigo e o novo e a ela devemos tender sem preconceitos».

«A Igreja vive segundo essa lei da continuidade, em virtude da qual, conhece um desenvolvimento arraigado na tradição. O importante é que tudo esteja orientado a uma celebração litúrgica que seja verdadeiramente a celebração do mistério sagrado, do Senhor crucificado e ressuscitado, que se faz presente em sua Igreja, reatualizando o mistério da salvação e chamando-nos, segundo a lógica de uma autêntica e ativa participação, a compartilhar até suas últimas conseqüências sua própria vida, que é vida de dom de amor ao Pai e aos irmãos, vida de santidade».

terça-feira, 24 de junho de 2008

Patriarca de Constantinopla pronunciará homilia com Papa

Em 29 de junho, solenidade dos santos apóstolos Pedro e Paulo

CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 24 de junho de 2008 (ZENIT.org).- No próximo domingo, 29 de junho, solenidade dos santos apóstolos Pedro e Paulo, Bento XVI celebrará a Eucaristia na Basílica de São Pedro, no Vaticano, com a participação do patriarca ecumênico de Constantinopla, Sua Beatitude Bartolomeu I.

O Papa e o símbolo da unidade entre as igrejas ortodoxas pronunciarão a homilia, recitarão juntos a profissão de fé e ministrarão a bênção.

O patriarca ecumênico será acolhido pelo Santo Padre na entrada da basílica. Como é tradicional, concelebrarão com o Papa os novos arcebispos metropolitanos nomeados neste último ano e durante a solene celebração o pontífice lhes imporá o pálio sagrado.

Bento XVI imporá pálio a 43 arcebispos

Símbolo da unidade com o bispo de Roma

CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 24 de junho de 2008 (ZENIT.org).- Bento XVI imporá no próximo domingo, 29 de junho, solenidade dos santos Pedro e Paulo, o pálio a 43 arcebispos metropolitanos nomeados no último ano.

A cerimônia acontecerá durante a celebração da eucaristia, na Basílica de São Pedro, do Vaticano, que contará com a presença e a participação do patriarca ecumênico de Constantinopla, Sua Beatitude Bartolomeu I.

Os arcebispos levam o pálio – estola branca de lã – sobre os ombros em representação do Bom Pastor que leva nos ombros o cordeiro até dar a vida, como recordam também as seis cruzes negras bordadas.

Desta forma, constitui um símbolo litúrgico que expressa o vínculo de comunhão que une o sucessor de Pedro com os arcebispos.

Segundo áreas geográficas, os bispos que receberão o pálio são:

Europa (14)

Dom Francisco Pérez González, arcebispo de Pamplona e Tudela (Espanha);

Dom Laurent Ulrich, arcebispo de Lille (França);

Dom Giovanni Paolo Benotto, arcebispo de Pisa (Itália);

Dom Francesco Montenegro, arcebispo de Agrigento (Itália);

Dom Giancarlo Maria Bregantini, arcebispo de Campobasso - Boiano (Itália);

Dom Reinhard Marx, arcebispo de Munich e Freising (Alemanha);

Dom Willem Jacobus Eijk, arcebispo de Utrecht (Países Baixos) ;

Dom José Francisco Sanches Alves, arcebispo de Évora (Portugal);

Dom Marin Srakić, arcebispo de Djakovo - Osijek (Croácia)

Dom Stanislav Zvolenský, arcebispo de Bratislava (Eslováquia);

Dom Ján Babjak, arcebispo de Presov dos católicos de rito bizantino (Eslováquia);

Dom Sławoj Leszek Głodz, arcebispo de Gdansk (Polônia);

Dom Tadeusz Kondrusiewicz, arcebispo de Minsk - Mohilev (Belarus);

Dom Paolo Pezzi, arcebispo da diócese da Mãe de Deus em Moscou (Rússia);

Ásia (3)

Sua Beatitude Fouad Twal, novo patriarca latino de Jerusalém;

Dom John Hung Shan-Chuan, arcebispo de Taipei (Taiwan);

Dom John Lee Hiong Fun-Yit Yaw, arcebispo de Kota Kinabalu (Malásia);

África (7)

Cardeal John Njue, arcebispo de Nairobi (Quênia);

Dom Peter J. Kairo, arcebispo de Nyeri (Quênia);

Dom Michel Christian Cartatéguy, arcebispo de Niamey (Nigéria);

Dom Laurent Monsengwo Pasinya, arcebispo de Kinshasa (R. D. do Congo);

Dom Matthew Man-Oso Ndagoso, arcebispo de Kaduna (Nigéria);

Dom Richard Anthony Burke, arcebispo de Benin City (Nigéria);

Dom Thomas Kwaku Mensah, arcebispo de Kumasi (Gana);

América do Norte (5)

Dom Anthony Mancini, arcebispo de Halifax (Canadá);

Dom Martin William Currie, arcebispo de Saint John's, Newfoundland (Canadá);

Dom Edwin Frederick O'Brien, arcebispo de Baltimore (Estados Unidos);

Dom John Clayton Nienstedt, arcebispo de Saint Paul em Minneapolis (Estados Unidos);

Dom Thomas John Rodi, arcebispo de Mobile (Estados Unidos);

Caribe (4)

Dom Donald James Reece, arcebispo de Kingston en Jamaïque (Jamaica);

Dom Louis Kébreau, arcebispo de Cabo Haitiano (Haiti);

Dom Joseph Serge Miot, arcebispo de Porto Príncipe (Haiti);

Dom Robert Rivas, arcebispo de Castries (Santa Luzia);

América Latina (7)

Dom Lorenzo Voltolini Esti, arcebispo de Porto Velho (Equador);

Dom Andrés Stanovnik, arcebispo de Corrientes (Argentina);

Dom Agustín Roberto Radrizzani, arcebispo de Mercedes-Uján (Argentina);

Dom Mauro Aparecido dos Santos, arcebispo de Cascavel (Brasil);

Dom Luis Gonzaga Silva Pepeu, arcebispo de Vitória da Conquista (Brasil);

Dom Óscar Urbina Ortega, arcebispo de Villavicencio (Colômbia);

Dom Antonio José López Castello, arcebispo de Barquisimeto (Venezuela);

Oceania (1)

Dom John Ribat, arcebispo de Port Moresby (Papua Nova Guiné);

Ausentes

Dois arcebispos receberão o pálio em suas sedes metropolitanas, pois não poderão ir a Roma:

Dom William d'Souza, arcebispo de Patna (Índia);

Dom Edward Tamba Charles, arcebispo de Freetown et Bo (Serra Leoa).

Vaticano oferece acordo à FSSPX


http://thenewliturgicalmovement.blogspot.com/

Andrea Tornielli, respeitado Vaticanista do Il Giornale, postou em seu blog:

Começou a contagem regressiva para um possível acordo entre a FSSPX e a Santa Sé. Os Lefebvristas responderão dia 28 de junho a uma proposta enviada pelo Cardeal Dario Castrillon Hoyos, presidente da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei, em nome do Papa Bento XVI. São cinco pontos que têm de ser assinados, para que a FSSPX retorne à comunhão plena com a Igreja.

É uma oportunidade única: os Lefebvristas há muito pediam a volta do missal antigo – E Papa Ratzinger, com o Motu Próprio Summorum Pontificum restaurou o direito ao rito pré-conciliar – e, em suas recentes missas papais, é inegável a retomada de alguns elementos tradicionais (comunhão de joelhos etc). A Fraternidade deve aceitar o Vaticano II e a validade plena do rito pós-conciliar (esses pontos já foram assinados por Lefebvre em 1988), e para a estrutura canônica futura da Fraternidade, pode-se prever uma "prelazia".

Sabe-se, porém, que há resistência interna: Bispo Fellay, superior dos lefebvristas, terá que lidar com ela nos próximos dias, durante o Capítulo Geral da Fraternidade. Agora que a Missa antiga foi liberalizada – embora não sem dificuldades e desobediências – muitos fiéis tradicionalistas não entendem porque a FSSPX não faz um acordo com Roma para voltar à plena comunhão. Não se sabe quando haverá circunstâncias tão favoráveis.

É claro que as questões da liberdade religiosa e do ecumenismo ainda estão em jogo, e uma recente carta de D. Fellay nos dá, humanamente falando, pouca esperança para um retorno à comunhão, como o próprio Tornielli admite em seu blog. Entretanto, se é verdade, estamos entrando em uma semana crucial para a vida da Igreja, e uma onda de orações para uma resolução positiva do acordo segundo a vontade de Deus certamente deve ser estimulada.

Pe. Alain-Marc Nély, Segundo assistente de D. Fellay, confirmou à agência de notícias católica Kipa/Apic que tal oferta do Vaticano realmente existe. Sem entrar em maiores detalhes, Pe. Nely confirmou que a proposta para um acordo foi feita no início deste mês. Com certas condições. Mas ele não quis indicar em que direção responderá D. Fellay.

Kipa/Apic também noticia que outra agência, I MEDIA, pediu confirmação à Santa Sé, que não confirmou nem negou a informação.

Daniel Pinheiro de Oliveira

domingo, 22 de junho de 2008

Papa pede atenção na preparação e recepção da Eucaristia

Ao encerrar o Congresso Eucarístico Internacional de Québec

QUÉBEC, domingo, 22 de junho de 2008 (ZENIT.org).- Ao participar via satélite do encerramento do Congresso Eucarístico Internacional de Québec, Bento XVI pediu a toda a Igreja «uma atenção renovada à preparação e recepção da Eucaristia».

Os milhares de fiéis reunidos na manhã do domingo na explanada de Abraham, na cidade canadense, puderam ver e escutar o Papa através de telões, que pronunciou a homilia da missa conclusiva. Comentando o tema do congresso, «A Eucaristia, dom de Deus para a vida do mundo», o Santo Padre respondeu: «A Eucaristia é nosso tesouro mais belo».

«É o sacramento por excelência; introduz-nos por antecipação na vida eterna; contém todo o mistério de nossa salvação; é a fonte e o cume da ação e da vida da Igreja», declarou.

«Portanto, é particularmente importante que os pastores e os fiéis aprofundem permanentemente neste grande sacramento», acrescentou.

Deste modo, assinalou, «cada um poderá fortalecer sua fé e cumprir cada vez melhor sua missão na Igreja e no mundo, recordando a fecundidade da Eucaristia para a vida pessoal, para a vida da Igreja e do mundo».

«Apesar de nossa fraqueza e de nosso pecado, Cristo quer colocar em nós seu olhar». Portanto, disse, «temos de fazer todo o possível para recebê-lo com um coração puro», dirigindo-se ao «sacramento do perdão».

Com efeito, declarou, «o pecado, sobretudo o pecado grave, opõe-se à ação da graça eucarística em nós. Por outra parte, quem não pode comungar por causa de sua situação encontrará na comunhão de desejo e na participação na Eucaristia uma força e uma eficácia salvadora».

«A Eucaristia não é uma refeição entre amigos», advertiu. «Estamos chamados a entrar neste mistério de aliança, confirmando cada dia cada vez mais nossa vida com o dom recebido na Eucaristia».

O bispo de Roma convidou a rezar para que Deus envie sacerdotes à Igreja e a transmitir este convite a muitos jovens, «para que aceitem com alegria e sem medo responder a Cristo. Não ficarão decepcionados. Que as famílias sejam o lugar primordial deste berço de vocações».

O pontífice esclareceu que «a participação na Eucaristia não afasta de nossos contemporâneos, ao contrário, dado que é a expressão do amor de Deus, chama a nos comprometermos com todos nossos irmãos para enfrentar os desafios presentes e para fazer que o planeta seja um lugar agradável».

«Para isto --disse--, temos de lutar sem cessar para que toda pessoa seja respeitada desde sua concepção até sua morte natural, que nossas sociedades ricas acolham os mais pobres e voltem a dar a eles toda sua dignidade, que toda pessoa possa alimentar-se e fazer viver a sua família, que a paz e a justiça brilhem em todos os continentes».

A celebração eucarística foi presidida pelo legado papal, o cardeal Jozef Tomko, em meio de uma constante chuva que não desalentou os peregrinos. O próximo Congresso Eucarístico Internacional, segundo anunciou o Papa, será celebrado em Dublin (Irlanda) no ano 2012.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Papa Bento XVI restaura a comunhão de joelhos

Diante de 70 mil pessoas, o papa Bento XVI fez história domingo durante a celebração de uma missa em Brindisi, cidade situada na região sudoeste da Itália. No momento da comunhão, o pontífice restaurou o costume de entregar a hóstia consagrada aos fiéis ajoelhados. Apenas os diáconos puderam comungar de pé, diante do líder da Igreja. O gesto, de forte apelo simbólico, resgatou uma tradição abandonada havia 43 anos, quando a reforma litúrgica definida pelo Concílio Vaticano II determinou que os peregrinos receberiam a hóstia de pé e nas mãos. A partir de agora, todos os católicos escolhidos pela Santa Sé para a comunhão com o papa terão de se ajoelhar diante de um reclinatório e receber a eucaristia diretamente na boca.

Bento XVI já havia feito o mesmo na missa de 22 de maio, celebrada na Igreja de São João Latrão, em Roma. Como o número de fiéis presentes era menor, a atitude teve pouca ou quase nenhuma repercussão. ‘‘Nós, os cristãos, nos ajoelhamos diante do Santíssimo Sacramento (a hóstia) porque, nele, sabemos e acreditamos estar na presença do único e verdadeiro Deus’’, afirmou o papa, naquela ocasião. ‘‘Estou convencido da urgência de dar novamente a hóstia diretamente na boca aos fiéis, sem que a toquem, e de voltar à genuflexão no momento da comunhão como sinal de respeito’’, acrescentou.

A assessoria de imprensa da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) afirmou ao Correio que ainda não recebeu qualquer comunicado do Vaticano sobre a inclusão dos 125 milhões de brasileiros católicos na mudança litúrgica. ‘‘Resta saber se essa é uma norma ou uma orientação do Santo Padre’’, declarou a entidade. Ainda que a determinação valha apenas para fiéis que comungarem diretamente das mãos do pontífice, ela reforça a tendência de Bento XVI em recuperar partes mais tradicionalistas do ritual, que caíram em desuso com o tempo.

Em três anos de pontificado, o papa manteve-se fiel ao antigo cargo de prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé: condenou o casamento homossexual e o aborto e exigiu que as pesquisas genéticas respeitem a vida. Mas a medida mais surpreendente até então foi o relançamento da missa em latim, com base no rito tridentino (em que o sacerdote fica de costas para os fiéis e faz a celebração no idioma milenar). Em vigor desde 14 de setembro, a norma foi bem recebida pela área mais conservadora da Igreja Católica. (Correio Braziliense).

http://diariodenatal.dnonline.com.br/site/materia.php?idsec=2&idmat=172198

sábado, 14 de junho de 2008

Santa Sé aprova estatutos do Caminho Neocatecumenal

A Igreja confirma «genuinidade do carisma», diz o cardeal Rylko

Por Jesús Colina

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 13 de junho de 2008 (ZENIT.org).- Em uma celebração de caráter familiar, a Santa Sé entregou nesta sexta-feira os estatutos definitivos do Caminho Neocatecumenal, uma das realidades eclesiais de maior crescimento, surgida após o Concílio Vaticano II.

O encontro foi presidido pelo cardeal Stanislaw Rylko, presidente do Conselho Pontifício para os Leigos, e intervieram os iniciadores do Caminho, Kiko Arguello e Carmen Hernández, bem como o sacerdote Mario Pezzi.

No final da cerimônia, que aconteceu na sede desse organismo vaticano, o cardeal Rylko explicou à Zenit o significado desse gesto.

«Significa a confirmação por parte da Igreja da autenticidade, do caráter genuíno do carisma que se encontra em sua origem, na vida e na missão da Igreja», disse o purpurado polonês a aproximadamente 100 pessoas.

«O Caminho já tem uma longa história na Igreja, mais de 40 anos, e traz à vida da Igreja muitos frutos, muitas vidas mudadas profundamente, muitas famílias reconstruídas, muitas vocações religiosas, sacerdotais, e muito compromisso a favor da nova evangelização.»

«Portanto – acrescentou –, é um momento de grande alegria para a Igreja, é um momento de grande alegria para a realidade eclesial que recebe este reconhecimento.»

Durante a cerimônia, o cardeal deixou três orientações particulares aos membros das comunidades neocatecumenais: obediência aos bispos, reconhecimento do papel do presbítero e fidelidade aos textos litúrgicos da Igreja.

Em sua resposta, Kiko Arguello agradeceu a Bento XVI, a João Paulo II e a Paulo VI. Este último lhe disse em uma ocasião, segundo recordou: «Seja humilde e fiel com a Igreja e a Igreja lhe será fiel».

Carmen Hernández sublinhou que o importante não é o Caminho Neocatecumenal, mas a Igreja, e convidou quem segue este itinerário de iniciação cristã à humildade.

Depois, na tarde desta sexta-feira, os iniciadores do Caminho ofereceram sua primeira coletiva de imprensa da história para manifestar este agradecimento à Santa Sé, no centro diocesano do Caminho Neocatecumenal, que se encontra junto ao Vaticano.

Kiko Arguello revelou que neste momento a Santa Sé está estudando os textos das catequeses do Caminho para que possam ser publicados e distribuídos entre as dioceses do mundo.

Segundo Arguello, a única mudança significativa que introduzem os estatutos definitivos com relação à liturgia afeta a maneira de receber a Comunhão durante a Eucaristia, que implicará numa ligeira mudança no referente ao costume que vinham seguindo.

A comunhão, conforme a prática habitual das comunidades, continuará sendo recebida sob as duas espécies, e é distribuída pelos ministros na assembléia, em lugar da procissão dos fiéis que se realiza normalmente no rito romano. Esta forma se mantém nos estatutos definitivos mas, para a recepção do Pão, o fiel deverá colcocar-se em pé diante do ministro. No caso da comunhão com o Cálice, essa continuará sendo recebida sentado, para evitar que o vinho transborde.

Em relação à saudação de paz, mantem-se após a oração dos fiéis e antes de começar a liturgia eucarística, ainda que se procure que este momento não quebre a ordem e o recolhimento da assembléia.

O Caminho Neocatecumenal, nascido em 1964 em Palomeras Altas, um dos bairros mais pobres de Madri, encontra-se difundido em 107 países, conta com 20 mil comunidades, 70 seminários diocesanos missionários Redemptoris Mater, que deram à Igreja 1260 presbíteros.

O Caminho está presente em 5.700 paróquias de 1.200 dioceses. Mais de 600 familiares deixaram sua terra para ir evangelizar as áreas mais descristianizadas do planeta, vivendo entre os pobres.

A aprovação dos estatutos acontece após cinco anos desde a aprovação da primeira versão dos estatutos «ad experimentum».

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Papa nomeia bispo de Frederico Westphalen (Brasil)Padre Antônio Carlos Rossi Keller, do clero da arquidiocese de São Paulo

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 11 de junho de 2008 (ZENIT.org).- A Santa Sé informou esta quarta-feira que Bento XVI nomeou o novo bispo da vacante diocese de Frederico Westphalen, no Rio Grande do Sul.Trata-se do padre Antônio Carlos Rossi Keller, de 55 anos, do clero da arquidiocese de São Paulo.Padre Antônio Carlos Keller é natural de São Paulo. Cursou filosofia no Seminário Santo Cura d’Ars e Teologia na Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção, em São Paulo. Foi ordenado sacerdote em 1977.Atuou como vigário paroquial no Santuário Nossa Senhora da Penha, em São Paulo; membro nomeado pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) para a Comissão bi lateral Anglicana-Católica Romana e professor no Instituto São Boaventura, na diocese de Santo Amaro.Padre Antônio Carlos Keller é atualmente pároco de Santo Antônio do Limão, na Região Episcopal Santana, em São Paulo, e também diretor espiritual no Seminário Santo Cura d’Ars da Arquidiocese de São Paulo.É ainda professor no Seminário Arquidiocesano Propedêutico e no Instituto Filosófico Aristotélico Tomista dos Arautos do Evangelho.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Papa espera que reforma do Concílio dê frutos para terceiro milênio

Ao recordar os 45 anos da morte de João XXIII


CIDADE DO VATICANO, 4 de junho de 2008 (ZENIT.org).- Bento XVI desejou nesta quarta-feira que a reforma litúrgica promovida pelo Concílio Vaticano II ofereça frutos para o terceiro milênio.O Papa pronunciou seu auspício em polonês, ao final da audiência geral, na praça de São Pedro, do Vaticano, ao recordar os 45 anos da morte do beato Papa João XXIII.«As pessoas o chamavam ‘João, o bom’ ou ‘O bom Papa João’. Convocou o Concílio Vaticano II, que iniciou a renovação da Igreja, a reforma de suas estruturas e a atualização da liturgia», recordou.«Que esta reforma dê frutos em nós e na Igreja do terceiro milênio», concluiu o Papa.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Publicada uma instrução vaticana sobre obediência religiosa

Da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 28 de maio de 2008 (ZENIT.org).- A Congregação vaticana para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica publicou a Instrução «O serviço da autoridade e a obediência» nesta quarta-feira, ao mesmo tempo em que se apresentou em uma assembléia dos superiores e superioras gerais no «Salesianum» de Roma.

«O texto – diz um comunicado do dicastério, do qual se faz uma síntese o V.I.S., Vatican Information Service – enfrenta antes de tudo a temática da obediência religiosa (...) enquadrada como uma busca de Deus e de sua vontade, própria do crente.»

«A obediência cristã e religiosa não se configura, antes de tudo ou simplesmente, como uma execução de leis ou de disposições eclesiásticas ou religiosas, mas como uma etapa do caminho na busca de Deus – prossegue a Congregação –, que passa através da escuta de sua Palavra, a conscientização de seu projeto de amor, a experiência fundamental de Cristo, o obediente por amor até a morte de cruz.»

«A autoridade na vida religiosa se caracteriza, portanto, como ajuda à comunidade (ou ao instituto) para buscar e cumprir a vontade de Deus. A obediência não se justifica, portanto, a partir da autoridade religiosa, já que todos na comunidade religiosa, em primeiro lugar a autoridade, estão chamados a obedecer. A autoridade se põe ao serviço da comunidade para buscar e realizar junto a vontade de Deus.»

«O tema da autoridade religiosa – especifica o comunicado – se enquadra dentro do compromisso comum da obediência, (...) o tema que abre e fecha o documento.»

A Instrução aborda também «a delicada questão das ‘obediências difíceis’, ou seja, aquelas nas quais o que se pede ao religioso ou à religiosa resulta particularmente grave ou aquelas onde o que deve obedecer pensa que há ‘coisas melhores e mais úteis para sua alma das que lhe ordena o superior’. (...) O documento menciona também a possível ‘objeção de consciência’ em quem deve obedecer, avaliando-se um texto ainda atual de Paulo VI».

«A Instrução pretende recordar, sobretudo, que a obediência na vida religiosa pode também dar lugar a momentos difíceis e situações de sofrimento nas quais é necessário pensar no Obediente por excelência, Cristo.» (...) Por outro lado, afirma-se que também «a autoridade pode ser ‘difícil’ e levar a momentos de desalento ou cansaço que podem desembocar em comportamentos de renúncia ou descuido na hora de exercer uma guia adequada (...) da comunidade».

«A referência à consciência ajuda a conceber a obediência não meramente como uma execução de ordens passiva e sem responsabilidade, mas como um assumir de forma responsável compromissos que (...) são atuação concreta da vontade de Deus.»

«Se o documento contém uma exortação à obediência, serena e motivada na fé, também oferece um amplo e articulado conjunto de indicações para o exercício da autoridade», como «o convite à escuta, a favorecer o diálogo, a divisão, a co-responsabilidade, (...) a tratar com misericórdia as pessoas confiadas».

A Instrução «outorga um destaque particular à comunidade religiosa como lugar onde, sob a guia do superior ou da superiora, se exerce um ‘discernimento comunitário’ com relação às decisões a tomar. Esta práxis, para a qual se oferecem importantes indicações, não elimina, contudo, a tarefa própria da autoridade (...) Não se deve esquecer, por outro lado, que a autoridade mais alta dentro dos Institutos religiosos – aponta o comunicado do dicastério – reside por tradição no Capítulo Geral (ou reuniões análogas), que é um organismo de caráter colegial».

domingo, 25 de maio de 2008

Adoração eucarística é o mais forte convívio com a divindade, afirma cardeal

Dom José Policarpo explicou sentido da adoração na missa de Corpus Christi

LISBOA, domingo, 25 de maio de 2008 (ZENIT.org).- O Cardeal-Patriarca de Lisboa, Dom José Policarpo, considera que a adoração eucarística «é o mais forte convívio com a divindade».

Na missa da Solenidade de Corpus Christi, quinta-feira passada, o cardeal explicou que, na adoração, «sentimos que Deus é Deus para nós e nós somos d’Ele, somos suas criaturas e seus Filhos».

«Adorar é reconhecer Deus no que Ele é, na transcendência do Seu mistério, e aceitarmo-nos na nossa pequenez e fragilidade, sentindo que a nossa grandeza nos vem de Jesus Cristo e que só n’Ele venceremos o nosso pecado.»

O cardeal afirma que «as expressões tradicionais da adoração, que envolvem todo o nosso ser, corpo e espírito, exprimem essa verdade de Deus perante nós e de nós perante Deus: a prostração, o dobrar os joelhos, o abandono de todo o nosso ser à majestade de Deus».

«Nesse abandono confiante, reconhecemos nessa presença real a exclusividade do nosso Deus, como único Deus verdadeiro.»

Dom José Policarpo considera que a adoração eucarística «é, antes de mais, a manifestação da nossa fé na presença real e pessoal de Cristo nas espécies eucarísticas».

«A presença real de Cristo na Eucaristia é a expressão mais completa daquilo que Cristo é na totalidade do Seu mistério: Deus connosco, Deus ao nosso alcance a propor intimidade na proximidade dessa presença.»

«Nessa proximidade, Ele é Deus, exprime-Se na Palavra que nos toca o coração, no amor que nos atrai e nos transforma, na força que nos permite vencer dificuldades e ousar viver de modo a sermos semelhantes a Jesus», afirma.

Na adoração --afirma Dom José Policarpo--, «a Eucaristia continua a ser o nosso alimento e prolonga aquela união misteriosa com Cristo ao comungarmos o Seu corpo e sangue».

«Adorar Cristo na Eucaristia é, realmente, continuar a recebê-l’O como alimento e como experiência de eternidade», destaca.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Papa concede indulgência plenária por ocasião do Ano Paulino

Segunda-feira, 12 de maio de 2008, 11h16


Rádio Vaticano

O Papa Bento XVI concedeu a indulgência plenária por ocasião do Ano Paulino, proclamado para celebrar os dois mil anos de nascimento de São Paulo. A Penitenciaria Apostólica publicou sábado o respectivo decreto, que abrange o período que vai de 28 de junho próximo até 29 de junho de 2009, a Solenidade dos Santos Pedro e Paulo.

Pode-se pedir a indulgência para si mesmo ou para os defuntos, visitando, em forma de peregrinação, a Basílica de São Paulo fora dos Muros, em Roma. São necessárias as habituais condições: a confissão, a comunhão e a oração segundo as intenções do Papa, praticadas com espírito de arrependimento e destacado de todo pecado, mesmo venial.

O decreto estabelece, ainda, que podem obter a indulgência plenária os fiéis das várias igrejas locais que, satisfeitas as exigências habituais, "participarem devotamente numa função sacra ou num piedoso exercício publicamente realizados em honra do Apóstolo dos Gentios, nos dias da abertura solene e do encerramento do Ano Paulino, em todos os lugares sagrados, e noutros dias determinados pelo Bispo local, nos lugares sagrados intitulados a São Paulo, e, para a utilidade dos fiéis, noutros lugares designados pelo mesmo Bispo".

A indulgência plenária é concedida também aos fiéis que, "impedidos por doença ou outra causa legítima e relevante" e com o propósito de satisfazer as habituais condições tão cedo quanto possível, se unirem espiritualmente a uma celebração jubilar em honra a São Paulo, oferecendo a Deus as suas orações e sofrimentos pela unidade dos cristãos.

domingo, 11 de maio de 2008

Igreja, unidade na diversidade; explica Bento XVI em Pentecostes

Convertendo-se assim em mensageira da paz de Cristo ao mundo

CIDADE DO VATICANO, domingo, 11 de maio de 2008 (ZENIT.org).- A Igreja constitui uma unidade na diversidade, chamada a transmitir a verdadeira paz de Cristo a toda a humanidade, assegurou Bento XVI na solenidade de Pentecostes.

Assim explicou o Santo Padre durante a homilia da celebração eucarística deste domingo, presidida em uma Basílica de São Pedro do Vaticano cheia de peregrinos, na qual declarou que a Igreja não é «uma federação de Igrejas».

Como explicou o pontífice comentando as escrituras da liturgia, a Igreja teve seu «batismo de fogo» na vinda do Espírito Santo sobre os discípulos, reunidos junto com a Virgem Maria em Jerusalém.

«Em Pentecostes a Igreja não fica constituída pela vontade humana, mas pela fortaleza do Espírito de Deus. E imediatamente pode-se ver que este Espírito dá vida a uma comunidade que é ao mesmo tempo única e universal, superando assim a maldição de Babel», assegurou.

Multiplicidade e unidade

«De fato, só o Espírito Santo - sublinhou -, que cria unidade no amor e na recíproca aceitação das diversidades, pode libertar a humanidade da constante tentação de uma vontade de potência que quer dominá-lo e uniformizá-lo totalmente».

O Papa quis deter-se em «um aspecto peculiar da ação do Espírito Santo», ou seja, na relação entre «multiplicidade e unidade».

Já em Pentecostes fica claro, disse, que «pertencem à Igreja os diferentes idiomas e culturas; na fé podem compreender-se e fecundar-se mutuamente», desde seu nascimento a Igreja «já é “católica, universal».

«Fala desde o início todos os idiomas, pois o Evangelho que se confiou está destinado a todos os povos, segundo a vontade e o mandato de Cristo ressuscitado».

«A Igreja que nasce em Pentecostes não é antes de tudo uma comunidade particular, a Igreja de Jerusalém, mas a Igreja universal, que fala os idiomas de todos os povos».

«Dela nascerão depois as demais comunidades em todas as partes do mundo, Igrejas particulares que são sempre expressão da única Igreja de Cristo».

«Portanto, a Igreja Católica não é uma federação de Igrejas, mas uma realidade única: a prioridade ontológica corresponde à Igreja universal - indicou -. Uma comunidade que não fosse neste sentido católica não seria nem sequer Igreja».

Vínculo de paz para a humanidade

Mas esta unidade não só deve ser vivida dentro da Igreja, mas tem de ser anunciada também «até os confins da terra».

Uma mensagem que Jesus ressuscitado pronuncia com a palavra hebraica «Shalom, paz a vós!».

«A expressão shalom não é uma simples saudação - declarou o bispo de Roma -; é muito mais: é o dom da paz prometida, conquistada por Jesus com o preço de seu sangue, é o fruto da vitória na luta contra o espírito do mal».

Em Pentecostes, o Papa pediu voltar a tomar consciência da «responsabilidade que implica este dom: responsabilidade da Igreja de ser constitucionalmente sinal e instrumento da paz de Deus para todos os povos».

«Tentei transmitir esta mensagem ao visitar recentemente a sede da ONU para dirigir minha palavra aos representantes dos povos», confessou.

«A Igreja realiza seu serviço à paz de Cristo sobretudo na presença e ação ordinária em meio dos homens, com a pregação do Evangelho e com os sinais de amor e de misericórdia que a acompanham», acrescentou.

E, entre estes sinais, sublinhou principalmente o serviço que a Igreja oferece ao ministrar o sacramento da Reconciliação.

«Que importante --infelizmente não suficientemente compreendido-- é o dom da Reconciliação, que pacifica os corações!», exclamou.

«A paz de Cristo se difunde só através de corações renovados de homens e mulheres reconciliados, servidores da justiça, dispostos a difundir no mundo a paz com a única força da verdade, sem rebaixar-se a compromissos com a mentalidade do mundo, pois o mundo não pode dar a paz de Cristo: deste modo a Igreja pode ser fermento dessa reconciliação que procede de Deus», concluiu.

sábado, 10 de maio de 2008

Patriarca Karekin II: Igreja católica e armênia juntas pelos direitos humanos

Ressurge a Igreja apostólica da primeira nação cristã da história

Por Mirko Testa

ROMA, sexta-feira, 9 de maio de 2008 (ZENIT.org).- A Igreja católica e a armênia, ainda que não tenham conseguido a unidade plena, têm o dever de unir cada vez mais seus esforços em defesa dos direitos humanos e da paz, disse nesta sexta-feira Sua Santidade Karekin II, patriarca supremo e catholicos de todos os armênios.

Em uma coletiva de imprensa, celebrada em Roma na sede da «Rádio Vaticano», poucas horas depois de ter sido recebido em audiência por Bento XVI, o chefe da Igreja Armênia sublinhou o ótimo estado de saúde das relações entre as duas Igrejas.

Lendo uma mensagem em inglês aos jornalistas presentes, o patriarca repassou brevemente a historia da Armênia, o primeiro país oficialmente cristão da história, e o primeiro em ter padecido um genocídio moderno no século XX, entre 1915 e 1922, nas mãos dos turcos.

Segundo algumas fontes, fala-se de um milhão e meio de vítimas, de dois milhões de deportados e de mais de 500 mil pessoas que tiveram que abandonar sua terra para fugir ao exterior.

Logo seu país experimentou a perseguição religiosa comunista em tempos da União Soviética, recuperando a independência em 1991, após a queda da cortina de ferro.

O catholicos considera que as relações entre católicos e cristãos armênios se encontram em um momento único na história.

«Esta visita minha acontece para reforçar a cálida atmosfera de amor e respeito que se formou entre nossas duas Igrejas.»

«O amor recebido de nosso Senhor Jesus Cristo traz muito fruto no campo do ecumenismo hoje. Fiéis aos pais da Igreja e à sua herança, apesar de nossas diferenças e características únicas, devemos dar mais importância ao que nos une.»

Nestes tempos de rápidas mudanças políticas, sociais e econômicas, amplificados pela globalização, acrescentou, «a consolidação de esforços e o trabalho em comum são um imperativo para as Igrejas cristãs».

«Só através da cooperação seremos capazes de servir melhor ao estabelecimento da paz no mundo e a uma melhor defesa dos direitos humanos, dos direitos das nações, das famílias, e das classes sociais que correm maior riscos.»

«A transfiguração da vida através dos valores do Evangelho deve ser nossa senda para a criação de um mundo próspero e virtuoso», concluiu.

A Igreja Apostólica Armênia faz parte das Igrejas chamadas com freqüência «do antigo oriente cristão», ou também «ortodoxas orientais», que se separaram de Roma e do resto do oriente cristão no Concílio de Calcedônia (ano 451). Fazem parte deste grupo além da Igreja copta, a etíope, a assíria, jacobita, e malankar.

Os apóstolos Tadeu e Bartolomeu prepararam o terreno para a conversão da Armênia ao cristianismo que aconteceu no ano 301, convertendo-se na primeira nação que adotou oficialmente a fé cristã como religião do Estado.

Um século depois, o monge Mesrop Mastoc inventou o alfabeto armênio para poder traduzir a Bíblia.