Mostrando postagens com marcador santa missa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador santa missa. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Nota de Falecimento: Dom Estêvão Tavares Bettencourt


É com grande pesar que o Apostolado Veritatis Splendor divulga o seguinte comunicado oriundo do Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro:

FACULDADE DE SÃO BENTO DO RIO DE JANEIRO
Rua D. Gerardo, 68 – Centro – Rio de Janeiro – RJ
Telefone/fax: (21) 2206-8100 – Ramal 8281/8310
Home page: www.faculdadesaobento.org.br

Rio de Janeiro, 14 de abril de 2008

Aos professores, alunos, formadores e auxiliares

Ocorreu hoje, pela manhã, o falecimento do nosso confrade D. Estêvão Tavares Bettencourt, cuja vida foi totalmente dedicada ao serviço da Igreja. Esteve por longos anos como professor da nossa Faculdade, onde lecionou as mais variadas disciplinas. No campo acadêmico desenvolveu inúmeros trabalhos na Universidade Santa Úrsula, Seminário São José e também junto a Escola "Mater Ecclesiae". Publicou muitos trabalhos a nível catequético e pastoral, com especial destaque pela Revista "Pergunte e Responderemos", por ele fundada. Procurou comunicar sempre aos seus leitores o amor à Igreja, assim como a paixão pelas verdades cristãs mais sentidas, ou às vezes mais contestadas, pelo homem do terceiro milênio: a defesa e o amor pela vida. Homem de fé, dedicou-se sempre ao anúncio da palavra de Deus, pela pregação, pelos artigos e pelos livros escritos. Irmão e amigo, sabia ouvir e aconselhar com o dom do discernimento e à luz de um profundo amor à Igreja. Sabia com devoção inflamar a todos com suas palavras, e que manifestavam seu amor a Jesus Cristo, seu zelo pelo Reino de Deus e a sua particular confiança em Nossa Senhora.

Nos últimos tempos a sua saúde estava enfraquecida, mas mesmo assim, era assídua a sua presença na Santa Missa e nos Ofícios Divinos, dando-nos exemplo de virtude e santidade. Aos 87 anos de idade, Deus chamou esse servo bom e fiel para receber o prêmio de sua dedicação. Nestes tempos difíceis da história, certamente há de interceder por nós, manifestando ainda mais seu zelo e solicitude.

Possamos invocar da misericórdia divina a merecida paz em Cristo, pelos seus compromissos como sacerdote zeloso, monge sábio e servidor fiel da Igreja. O seu sepultamento será hoje, no claustro do mosteiro, após a Celebração das Exéquias, na Igreja Abacial, que terá início às 16 horas. Para que todos possam participar deste momento de reverência e oração, comunico que encerraremos as nossas atividades às 15h50min.

Muito fraternalmente,

D. Anselmo Chagas de Paiva, OSB

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Jesus atua na liturgia da Palavra na missa, explica Pe. Cantalamessa

Sublinha o pregador apostólico ante o Papa e a Cúria

Por Marta Lago

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008 (ZENIT.org).- «Existe um âmbito e um momento na vida da Igreja em que Jesus fala hoje da forma mais solene e mais segura, e é a liturgia da palavra na Missa», constatou nesta sexta-feira, ante Bento XVI, o pregador da Casa Pontifícia.

«A Palavra de Deus é viva e eficaz», expressão paulina (Hebreus 4, 12) que percorre as pregações desta Quaresma a cargo do Pe. Raniero Cantalamessa O.F.M. Cap. na capela «Redemptoris Mater» do palácio apostólico do Vaticano.

O tema orienta não só este itinerário de reflexão para preparar para a Páscoa, mas também o caminho para o Sínodo dos Bispos, a grande convocatória do próximo mês de outubro sobre «A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja».

O ponto de partida proposto nesta sexta-feira pelo pregador do Papa, «A Palavra de Deus na vida de Cristo», concretiza-se no próprio Jesus «que prega».

Ele é a «Palavra» de Deus, a Boa Nova da vinda do Reino de Deus entre os homens, ou seja, Jesus é o próprio «sujeito» da pregação. «Às realizações provisórias da palavra de Deus nos profetas, sucede agora a realização plena e definitiva», afirmou.

«A Carta aos Hebreus expressa assim a novidade: ‘Muitas vezes e de muitos modos Deus falou no passado a nossos pais por meio dos Profetas; nestes últimos tempos, ele nos falou por meio do Filho’.»

Por isso, as «palavras-evento» – a palavra de Deus que, sobretudo nos profetas, «cria uma situação que leva a cabo sempre algo novo na história» – deram passagem às «palavras-sacramento».

Estas últimas «são as palavras de Deus ‘sucedidas’ de uma vez para sempre e recolhidas na Bíblia, que voltam a ser «realidade ativa» cada vez que a Igreja as proclama com autoridade e o Espírito que as inspirou volta a acendê-las no coração de quem as escuta», definiu o Pe. Cantalamessa.

Em Jesus, a Palavra de Deus «se fez carne» (Jo 1, 14). «O evento agora é uma pessoa!», afirmou.

Por meio de seu Filho, Deus fala «também hoje na Igreja». Para tomar consciência disso, o pregador da Casa Pontifícia apontou a afinidade entre Palavra e Eucaristia.

«O sacrifício de Cristo está consumado e concluído na cruz, em certo sentido; portanto, já não há mais sacrifícios de Cristo; contudo, sabemos que existe ainda um sacrifício e é o único sacrifício da Cruz que se faz presente e operante no sacrifício eucarístico; o evento continua no sacramento, na história na liturgia. Algo análogo sucede com a palavra de Cristo: deixou de existir como evento, mas existe ainda como sacramento», advertiu.

A «A sacramentalidade da palavra de Deus se revela no fato de que, às vezes, aquela atua manifestamente além da compreensão da pessoa, que pode ser limitada e imperfeita; obra quase por si mesma, ex opere operato, como se diz em teologia» «há uma desproporção evidente entre o sinal e a realidade que produz, algo que permite pensar precisamente na eficácia dos sacramentos».

Exemplificou com Santo Agostinho: «Ao ler as palavras de Paulo aos Romanos (13, 11 ss.), ‘Despojemo-nos das obras das trevas… Como em pleno dia, procedamos com decoro: nada de orgias ou bebedeiras’, sentiu uma ‘luz de serenidade’ que assaltava seu coração e compreendeu que estava curado da escravidão da carne».

Na Missa, a «liturgia da Palavra» é «a atualização litúrgica do Jesus que prega», sintetizou, é o momento no qual «as palavras e os episódios da Bíblia não só se narram, mas se revivem; a memória se converte em realidade e presença. O que aconteceu «naquele tempo», ocorre «neste tempo», «hoje» (hodie)».

Por isso, seguindo ao pregador do Papa, «Escutadas na liturgia, as leituras bíblicas adquirem um sentido novo e mais forte que quando se lêem em outros contextos. Não têm tanto o objetivo de conhecer melhor a Bíblia, como quando esta se lê em casa ou em uma escola bíblica, quanto o de reconhecer quem se faz presente ao partir o pão, iluminar cada vez um aspecto particular do mistério que se vai receber».

Assim aconteceu com os dois discípulos de Emaús – evocou. «Foi escutando a explicação das Escrituras que seu coração começou a arder, de maneira que foram capazes de reconhecer Jesus depois ao partir o pão».

Por isso «Não somos só ouvintes da palavra, mas interlocutores e atores nela» realmente, insistiu o pregador do Papa. E recordou os conselhos de Orígenes, quanto ao sumo cuidado e veneração que se tem para com a Eucaristia, o corpo do Senhor: «Sabei – dizia o padre apostólico dos primeiros tempos da Igreja – que descuidar da palavra de Deus não é culpa menor que descuidar de seu corpo».