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domingo, 8 de fevereiro de 2009

Legião de Cristo reconhece e lamenta alguns fatos na vida de seu fundador

A Congregação pede perdão

ROMA, domingo, 8 de fevereiro de 2009 (ZENIT.org).- «Alguns aspectos da vida do Pe. Marcial Maciel eram incompatíveis com o sacerdócio», afirmou Jim Fair, porta-voz da congregação religiosa nos Estados Unidos.

Após as notícias terem sido publicadas em alguns meios de comunicação dos Estados Unidos e em outros países, os Legionários de Cristo atenderam Zenit.

«Entristece-nos profundamente ter conhecido a existência desses fatos e o mal que esta notícia possa causar a algumas pessoas. Pedimos perdão, como seus filhos espirituais e como instituição», afirmou Pe. Alexandre Paccioli, LC, porta-voz da congregação no Brasil.

O Pe. Paccioli revelou a Zenit que aconteceram alguns fatos na vida do fundador que são surpreendentes e que são difíceis de compreender.

De acordo com o porta-voz, os legionários de Cristo continuam apreciando todo o bem que receberam de herança de seu fundador. «Independentemente de quais tenham sido as fraquezas humanas do Pe. Maciel, nós estamos agradecidos por ter recebido o carisma através dele».

«Os Legionários de Cristo e os membros do Movimento Regnum Christi reafirmam ainda seu compromisso de servir à Igreja e à sociedade, com todas as forças, unidos em Cristo», afirma Paccioli, agradecendo todas as mensagens de apoio que têm chegado à Congregação de diversas partes do mundo.

«Um dos mistérios que todos nós vemos na vida é que Deus faz o bem com instrumentos humanos imperfeitos», acrescenta.

O Pe. Marcial Maciel fundou os Legionários de Cristo em 1941 e renunciou à reeleição como diretor geral em 2005. Sucedeu-lhe no cargo o Pe. Álvaro Corcuera.

Em maio de 2006, após ter investigado acusações referentes ao Pe. Maciel, a Congregação para a Doutrina da Fé «decidiu – levando em consideração tanto a idade avançada do Pe. Maciel como sua frágil saúde – renunciar a um processo canônico e convidar o padre a uma vida reservada de oração e penitência, renunciando a todo ministério público».

Nessa ocasião, a nota vaticana reconhecia «com gratidão o benemérito apostolado dos Legionários de Cristo e da associação Regnum Christi».

No mundo, há cerca de 800 sacerdotes legionários de Cristo e 2.500 seminaristas. O movimento de apostolado Regnum Christi, fundado pelo Pe. Maciel, está formado por cerca de 70 mil membros, jovens e adultos, diáconos e sacerdotes e possui obras de apostolado atuantes em todas as áreas da sociedade.

domingo, 9 de março de 2008

Bento XVI pede reação católica diante da secularização que danifica a vida eclesiástica

.- O Papa Bento XVI advertiu os estragos que a secularização causa ao interior da própria Igreja e pediu aos pastores renovar seus esforços para evitar entre os batizados a superficialidade e o egocentrismo “que danifica a vida eclesiástica”.

Ao receber aos membros da Plenária do Pontifício Conselho para a Cultura na Sala Clementina, o Papa recordou que a secularização “é um tema chave para o futuro da humanidade e a Igreja” porque "coloca a prova a vida cristã de fiéis e pastores”.

"A secularização, que se apresenta nas culturas como imposição do mundo e da humanidade sem referência a trascendência, invade todos os aspectos da vida cotidiana e desenvolve uma mentalidade em que Deus está realmente ausente, em tudo ou em parte, da existência e a consciência humanas", indicou.

Segundo o Pontífice, esta secularização não é somente uma ameaça externa aos fiéis, senão que faz tempo que “se manifesta no seio da Igreja. Desnaturaliza a fé cristã, o estilo de vida e a conduta cotidiana dos fiéis”.

O Santo Padre denunciou que a “cultura da imagem” atual impõe modelos contraditórios e a prática negação de Deus: “não há mais necessidade de Deus, de pensar nele ou de voltar para Ele”.

“A ‘morte de Deus’ anunciada em décadas passadas por tantos intelectuais foi seguida por um culto do indivíduo”, denunciou e explicou que “a mentalidade hedonista e consumista predominante favorece tanto nos fiéis como nos pastores uma deriva para a superficialidade e a um egocentrismo que machuca à vida eclesiástica”.

O Papa advertiu que neste contexto cultural se corre o risco de cair em uma “atrofia espiritual e em um vazio de coração, caracterizado em algumas ocasiões com uma suposta religiosidade e uma vaga espiritualidade”.

Pediu “reagir” diante desta situação porque se colocam em risco os altos valores da existência que “dão sentido à vida e podem satisfazer a busca da felicidade”, como a dignidade da pessoa, sua liberdade, igualdade entre todos os homens, o sentido da vida e da morte “e o que se espera depois da conclusão da existência terrestre”.