quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Sínodo acolhe magistério de patriarca ortodoxo pela primeira vez

Apresentada uma proposição ao Papa sobre a intervenção de Bartolomeu I


CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 28 de outubro de 2008 (ZENIT.org).- O Sínodo dos Bispos sobre a Palavra de Deus se converteu na primeira assembléia sinodal em acolher o magistério de um patriarca ortodoxo. 

A proposição 37 (das que o Sínodo adotou por pelo menos dois terços dos votos – o resultado exato da votação é secreto) recolhe o ensinamento que o patriarca ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, apresentou aos padres sinodais. 

Em sua proposta ao Papa, os padres sinodais começam dando graças «a Deus pela presença e pelas intervenções dos delegados fraternos, representantes das demais Igrejas e comunidades eclesiais». 

No total, foram 11 e representaram o patriarcado de Constantinopla, o da Rússia, o de Romênia, o da Sérvia, a Igreja Ortodoxa Grega, a Igreja Apostólica Armênia, a Comunhão Anglicana, a Federação Mundial Luterana, os Discípulos de Cristo e o Conselho Ecumênico das Igrejas. 

Os padres sinodais fazem referência particular à oração das Vésperas presidida pelo Papa Bento XVI junto a Sua Santidade Bartolomeu I na Capela Sistina, em 18 de outubro. 

«As palavras do patriarca ecumênico dirigidas aos padres sinodais permitiram experimentar uma profunda alegria espiritual e ter uma experiência viva de comunhão real e profunda, ainda que não seja perfeita; nelas experimentamos a beleza da Palavra de Deus, lida à luz da Sagrada Liturgia e dos Padres, uma leitura espiritual intensamente contextualizada em nosso tempo», diz a proposição aprovada pelo Sínodo. 

«Deste modo, vimos que recorrendo ao coração da Sagrada Escritura encontramos realmente a Palavra nas palavras; a Palavra abre os olhos dos fiéis para responder aos desafios do mundo atual», continuam dizendo os padres sinodais no enunciado. No total, aprovaram 55 proposições. 

«Também compartilhamos a experiência gozosa de ter padres comuns no Oriente e no Ocidente – acrescenta. Que este encontro se converta em estímulo para oferecer um ulterior testemunho de comunhão na escuta da Palavra de Deus e de súplica fervorosa ao único Senhor, para que se realize quanto antes a oração de Jesus: ‘Que todos sejam um’.»

O Papa se baseia, entre outras coisas, nas proposições aprovadas pelo Sínodo para a redação da exortação apostólica pós-sinodal. Em caso de que seja incluída esta proposição no documento, será a primeira vez que o magistério de um patriarca ortodoxo é acolhido explicitamente por este tipo de documentos magistrais da Igreja Católica. 

domingo, 19 de outubro de 2008

Patriarca de Constantinopla faz a palavra «tocar» o Sínodo

Uma intervenção que não tem precedentes na história


CIDADE DO VATICANO, domingo, 19 de outubro de 2008 (ZENIT.org).- Com uma intervenção sem precedentes na história, o patriarca ecumênico de Constantinopla fez a Palavra de Deus tocar o Sínodo dos Bispos.

«Tocar e compartilhar a Palavra de Deus» foi, de fato, uma das três passagens da intervenção de Sua Santidade Bartolomeu I, na Capela Sixtina, na tarde deste sábado, durante uma celebração da Palavra, na qual se rezou em latim e grego.

O patriarca, que se encontrava à direita da assembléia sinodal, formada por um pouco mais de 400 cardeais, bispos, sacerdotes, religiosos e leigos, foi introduzido com palavras muito afetuosas de Bento XVI, que se encontrava à esquerda dos presentes.

A suas costas se encontrava o Juízo Final de Miquelângelo.

O primeiro patriarca ecumênico que é convidado a intervir no Sínodo dos Bispos da Igreja católica era consciente de que se tratava de um novo passo no caminho ecumênico.

«Vemos este gesto como uma manifestação da obra do Espírito Santo, que está levando nossas igrejas a uma relação mútua mais próxima e profunda, um passo importante para a restauração de nossa comunhão plena», reconheceu, falando em inglês.

Ao Sínodo, que está refletindo de 5 a 26 de outubro sobre «A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja», Bartolomeu I apresentou uma meditação na qual recolheu a riqueza contemplativa da tradição oriental do cristianismo.

Sentado em um trono como o do Papa, com suas vestes de cor negra, ofereceu três pontos de meditação, que começaram explicando como «escutar e pregar a Palavra através da Escritura».

«A Igreja cristã é, antes de tudo, uma Igreja da Escritura. Ainda que os métodos de interpretação puderam variar nos padres da Igreja, ou segundo escolas ou entre Oriente e Ocidente; contudo, a Escritura sempre é recebida como uma realidade viva, e não como um livro morto», explicou.

Em segundo lugar, explicou com «ver a Palavra de Deus», em particular através «da beleza dos ícones e da natureza».

«Toda pincelada de um iconógrafo – assim como toda palavra de uma definição teológica, de toda nota cantada na salmodia, e de toda pedra talhada de uma pequena capela ou de uma grandiosa catedral – articula a divina Palavra na criação, que louva a Deus em todo ser vivo».

Em terceiro lugar explicou como «tocar e compartilhar a Palavra de Deus», em particular, através da Comunhão dos Santos e dos sacramentos.

«A Palavra de Deus se encarna plenamente na criação, antes de tudo, no sacramento da Santa Eucaristia. Nele, a Palavra se faz carne e não só nos permite escutá-la mas inclusive tocá-la com nossas próprias mãos», explicou.

«Na santa Eucaristia a Palavra escutada é ao mesmo tempo vista e compartilhada», assegurou, com palavras que concluíam uma celebração animada pelo canto gregoriano.

Segundo o patriarca, «o desafio que temos é o de discernimento da Palavra de Deus perante o mal, a transfiguração do último detalhe ou fragmento deste mundo à luz da Ressurreição».

O Papa agradeceu depois em italiano as palavras do patriarca, e lhe assegurou que seriam motivo de trabalho e reflexão para o Sínodo.

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segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Representante ortodoxo vê Papa como sinal de unidade entre cristãos

Intervenção do arquimandrita Ignatios D. Sotiriadis


CIDADE DO VATICANO, domingo, 12 de outubro de 2008 (ZENIT.org).- O representante da Igreja Ortodoxa da Grécia reconheceu diante do Sínodo dos Bispos o papel do bispo de Roma como sinal de unidade entre os cristãos.

Assim expôs o arquimandrita Ignatios D. Sotiriadis, conselheiro da Representação da Igreja da Grécia na União Européia, ao tomar a palavra neste sábado na assembléia sinodal sobre a Palavra de Deus.

Sua relação foi a mais aplaudida na primeira semana de intervenções na sala do Sínodo.

«Santidade – disse –, nossa sociedade está cansada e doente! Procura, mas não encontra! Bebe, mas não se sacia! Exige de nós, os cristãos (católicos, ortodoxos, protestantes, anglicanos), um testemunho comum, uma voz unida! Esta é nossa responsabilidade como pastores das Igrejas no século 21!»

Deste modo, ele apresentou «a missão primária, histórica e extraordinária do primeiro bispo da cristandade, quem preside na caridade e, sobretudo, de um Papa que é Magister Theologiae (professor de teologia, N. do T.): ser sinal visível e paterno de unidade e guiar, sob a orientação do Espírito Santo e segundo a Sagrada tradição, com sabedoria, humildade e dinamismo, junto a todos os bispos do mundo, co-sucessores dos apóstolos, toda a humanidade a Cristo Redentor!”.

«Este é o desejo profundo de quem guarda no coração a nostalgia dolorosa da Igreja não dividida, Una, Sancta, Catholica et Apostolica! Assim como de quem, em um mundo sem Cristo, dirige-lhe, com paixão, com confiança filial e fé, mais uma vez, o grito dos apóstolos: Senhor, a quem iremos? Só tu tens palavras de vida eterna!», disse o arquimandrita.

Falando do tema da assembléia, o «delegado fraterno» reconheceu que a história da cristandade está cheia de crimes, pecados e erros. Então se questiona sempre o problema da interpretação autêntica da Palavra de Deus.

Ele disse também que não são suficientes as boas intenções para guiar o povo de Deus ao Reino prometido. É necessária a metanoia e a metamorfosis dos nossos fracos corações.

Neste contexto, ele concluiu afirmando que a Igreja vive da fonte da vida que é a Sagrada Escritura. Ela ensina à Europa secularizada o amor pela criação em perigo, o perdão e a reconciliação com quem quer começar uma nova vida, o respeito por toda pessoa humana, feita à imagem de Deus, assim como a paz, a justiça, a igualdade entre o homem e a mulher, judeu ou grego.

domingo, 14 de setembro de 2008

Bento XVI: rito extraordinário em latim não se opõe ao Concílio

Afirmou aos jornalistas do vôo papal antes de aterrissar na França

PARIS, sexta-feira, 12 de setembro de 2008 (ZENIT.org).- É infundado ver na publicação do «motu proprio» sobre o rito extraordinário da missa em latim, como se celebrava antes do Concílio Vaticano II, uma volta atrás, afirmou nesta sexta-feira o Papa Bento XVI aos jornalistas que o acompanhavam durante o vôo papal à França.

Como é tradicional, o Papa se aproximou dos 70 jornalistas que o acompanhavam no avião e respondeu, durante cerca de 10 minutos, quatro perguntas, antes de aterrissar no aeroporto parisiense de Orly.

Liturgia

Diante da pergunta de se é um retrocesso para a Igreja a publicação do motu proprio Summorum Pontificum sobre o rito extraordinário em Latim na missa (7 de julho de 2007), o Papa explicou que «é um medo infundado, pois este 'motu proprio' é simplesmente um ato de tolerância, com um objetivo pastoral, para pessoas que foram formadas nesta liturgia, que a amam, que a conhecem e querem viver com esta liturgia».

«É um pequeno grupo, pois supõe uma formação em latim, uma formação em certa cultura. Mas me parece uma exigência normal da fé e da pastoral para um bispo de nossa Igreja ter amor e tolerância por estas pessoas e permitir-lhes viver com esta liturgia», reconheceu o Papa.

«Não há oposição alguma entre a liturgia renovada pelo Concílio Vaticano II e esta liturgia. Cada dia, os padres conciliares celebraram a missa segundo o rito antigo e, ao mesmo tempo, conceberam um desenvolvimento natural para a liturgia em todo este século, pois a liturgia é uma realidade viva, que se desenvolve e que conserva em seu desenvolvimento sua identidade.»

«Portanto, há certamente acentos diferentes, mas uma identidade fundamental que exclui uma contradição, uma oposição entre a liturgia renovada e a liturgia precedente. Creio que existe uma possibilidade de enriquecimento pelas duas partes.»

«Está claro que a liturgia renovada é a liturgia cotidiana do nosso tempo», concluiu.

Laicidade

A primeira pergunta havia sido sobre a laicidade. O jornalista perguntou ao Papa se por causa desta visão da separação entre a Igreja e o Estado a França está perdendo sua identidade cristã.

«Parece-me evidente hoje que a laicidade não está em contradição com a fé. Eu diria inclusive que é um fruto da fé, pois a fé cristã era, desde o início, uma religião universal, portanto, não se identificava com um Estado e estava presente em todos os Estados.»

«Para os cristãos, sempre estava claro que a religião e a fé não eram políticas, mas que faziam parte de outra esfera da vida humana, indicou. A política, o Estado, não eram uma religião, mas uma realidade profana com uma missão específica e as duas deviam estar abertas mutuamente.»

Neste sentido, o Papa disse aos cristãos de hoje neste mundo secularizado: «é importante viver com alegria a liberdade de nossa fé, viver a beleza da fé, e mostrar ao mundo de hoje que é belo ser crente, que é belo conhecer Deus, Deus com um rosto humano em Jesus Cristo, mostrar a possibilidade de ser crente hoje, e inclusive que é necessário para a sociedade de hoje que haja homens que conhecem Deus e que, portanto, possam viver segundo os grandes valores que Ele nos deu e contribuir com a presença de valores que são fundamentais para a construção e sobrevivência de nossos Estados e sociedades».

Amigo da França

Outra pergunta dos jornalistas permitiu ao Papa confessar sua admiração pela França e sua cultura.

«Amo a França, a grande cultura francesa, sobretudo, claro está, as grandes catedrais, e também a grande arte francesa, a grande teologia.»

Após recordar que manteve contatos com alguns dos maiores teólogos e pensadores franceses do século XX, confessou que esta bagagem de amizades e experiências: «determinou realmente, de maneira profunda, meu desenvolvimento pessoal, teológico, filosófico e humano».

Lourdes

Por último, o Papa falou do motivo central de sua viagem ao país, a visita a Lourdes por ocasião dos 150 anos das aparições da Virgem Maria.

O dia da festa de Santa Bernadete, a jovem testemunha destas aparições, «é também o dia de meu nascimento. Por este motivo, eu me sinto muito próximo dessa pequena santa, dessa pequena jovem, pura, humilde, que falou com Nossa Senhora».

«Encontrar esta realidade, esta presença de Nossa Senhora em nossa época, ver os passos dessa pequena jovem que era amiga de Nossa Senhora e, por outro lado, encontrar Maria, sua Mãe, é por outro lado um acontecimento muito importante para mim.»

«Naturalmente, não vamos para encontrar milagres. Vou para encontrar o amor da Mãe, que é a verdadeira cura para todas as dores e para ser solidário com todos os que sofrem, no amor da Mãe. Este me parece um sinal muito importante para a nossa época», declarou.

O Pe. Federico Lombardi S.J., diretor da Sala de Informação da Santa Sé, pediu aos jornalistas que viajavam com o Papa que apresentassem as perguntas por escrito. Foram lidas em francês e o Papa respondeu neste idioma.

Segundo declarou o Pe. Lombardi, estas 4 respostas «deram verdadeiramente um tom, uma inspiração a quem deseja acompanhar o Santo Padre, compreendendo verdadeiramente o espírito de sua peregrinação e de sua visita à França».

Jean-Marie Guénois, correspondente do jornal «Le Figaro», que se encontrava no avião pontifício, explicava que em seu encontro com os jornalistas, «o Papa parecia muito sereno e em boa forma».


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domingo, 24 de agosto de 2008

Bento XVI reafirma missão de servir à «unidade da única Igreja»

A profissão de fé de Pedro, fonte do ministério petrino

Por Inmaculada Álvarez

CASTEL GANDOLFO, domingo, 24 de agosto de 2008 (ZENIT.org).- «A missão de Pedro e de seus sucessores é precisamente servir à unidade da única Igreja de Deus», explicou hoje o Papa aos peregrinos congregados no pátio do palácio apostólico de Castel Gandolfo para a oração do Ângelus.

Bento XVI dedicou sua reflexão ao evangelho de hoje, que relata a profissão de fé do apóstolo Pedro, a aprofundar no «ministério petrino» e na sua «particular missão» em relação com a unidade da Igreja.

O Papa citou o diálogo entre Jesus e Pedro: «Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. A esta inspirada profissão de fé por parte de Pedro, Jesus replica: Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. A ti darei as chaves do reino dos céus».

«Foi a primeira vez que Jesus fala da Igreja, cuja missão é a atualização do desenho grandioso de Deus de reunir em Cristo à humanidade inteira em uma única família», explicou.

Neste sentido, acrescentou, «a missão de Pedro e de seus sucessores é precisamente servir a esta unidade da única Igreja de Deus formada por judeus e pagãos».

«O ministério indispensável de Pedro é o de fazer que a Igreja não se identifique nunca com uma só nação, com uma só cultura, mas que seja a Igreja de todos os povos, para fazer presente entre os homens, marcados por numerosas divisões e contrastes, a paz de Deus e a força renovadora de seu amor».

«Servir portanto à unidade interior que provém da paz de Deus, a unidade de todos que em Jesus Cristo se converteram em irmãos e irmãs: esta é a missão peculiar do Papa, bispo de Roma e sucessor de Pedro», explicou o Papa.

Bento XVI confiou aos presentes que esta tarefa comporta uma «enorme responsabilidade», frente à qual ele mesmo necessita ser sustentado pela oração dos fiéis.

«Advirto cada vez mais o compromisso e a importância do serviço à Igreja e ao mundo que o Senhor me confiou. Por isto vos peço, queridos irmãos e irmãs, que me sustenteis com vossa oração, para que, fiéis a Cristo, possamos juntos anunciar e testemunhar sua presença neste nosso tempo», disse o Papa aos presentes.

Por outro lado, o Papa se referiu à pergunta que Jesus dirige a seus discípulos, «e vós, quem dizeis que eu sou?», afirmando que esta pergunta «se dirige a nós, cristãos, mas ao mesmo tempo a todo homem e mulher».

A Igreja continua hoje repetindo a solene profissão de Pedro, acrescenta o Papa. «Sim, Jesus, tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo! O fazemos com a consciência de que Cristo é o verdadeiro «tesouro» pelo qual vale a pena sacrificar tudo».

«Ele é o amigo que nunca nos abandona, porque conhece as esperanças mais íntimas de nosso coração. Jesus é o «Filho do Deus vivo», o Messias prometido, vindo à terra para oferecer à Humanidade a salvação e para satisfazer a sede de vida e amor que habita em todo ser humano».

«Que benefício teria a humanidade se acolhesse este anúncio que traz consigo a alegria e a paz!», acrescentou o Papa.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

O Resultado da Reforma Protestante


Por Emerson H. de Oliveira

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Encontro histórico entre os membros do Veritatis Splendor

Como todos já sabem no último dia 02 de Agosto (sábado) foi a cerimônia de ordenação sacerdotal de D. Antonio Carlos Rossi Keller, Bispo de Frederico Westphalen-RS. Cerimônia muito linda realizada na Catedral da Sé em São Paulo-SP.

Eu saí de Brasília na sexta-feira dia 01 de Agosto e fui acolhido pelo meu caríssimo companheiro de apostolado Sílvio Medeiros e sua esposa Karen. Foi nesta oportunidade que nos conhecemos pessoalmente.


Sílvio e eu com o seu filho caçula o pequeno Samuel.

No sábado saímos pela manhã para nos encontrarmos com os outros membros do Veritatis Splendor que estariam nos esperando na Catedral da Sé para acompanharmos juntos todo cerimonial. Rafael Cresci chegou mais cedo e conseguiu garantir alguns lugares para nós. Ficamos sentados nos primeiros bancos do lado direito da igreja, bem ao lado do mosaico de S. Paulo Apóstolo, onde estava cantando o coral da Paróquia de Santo Antonio do Limão.


Assim que chegamos começaram as alegrias. Pouca gente sabe, mas eu e o Carlos Nabeto que fundamos juntos o Apostolado Veritatis Splendor não nos conhecíamos pessoalmente. Nosso primeiro contato foi em 1999 quando eu ainda era protestante. Depois de 9 anos realizamos um grande sonho que foi nos conhecermos pessoalmente.

Carlos Nabeto, Pe. Prof. Dr. Manoel Augusto Santos e Eu.

Foi nos encontrar também o Wellington Campos Pinho. Ele foi membro do Veritatis Splendor e deixou o Apostolado para se dedicar ao seu belo projeto que é o Bíblia Católica Online. Continuamos amigos até hoje e também lá tivemos a oportunidade de nos conhecer pessoalmente.

Depois de 9 anos revi meu caro amigo Rafael Cresci que tanto me ajudou no meu início de trabalho apologético na Internet oferecendo-me toda a infra-estrutura para que eu pudesse montar meu antigo site Ictis.cjb.net.

Muito bacana também foi conhecer pessoalmente meu querido companheiro de Apostolado Cledson Ramos depois de também 9 anos de contatos virtuais. Estavam lá também o Luis Guilherme recém chegado à família Veritatis Splendor e o Vinícius da comunidade católicos do Orkut. Acompanhamos todos juntos a Santa Missa onde D. Keller foi ordenado Bispo.

Ao final juntaram-se a nós o Márcio Antonio de Campos, também membro do Veritatis e que muitos de nós não conheciam pessoalmente; e a Juliana Ribeiro Lima muito ativa na comunidade católicos do Orkut. A Juliana foi protestante adventista e presbiteriana. Deixou o protestantismo ajudada pelo Rondinelly Ribeiro (membro do VS) entre outros fatores. Quando eu soube que aquela moça alegre e comunicativa que estava ali entre nós era a Juliana que ajudamos a trazer para a Verdadeira Fé, minha alegria ficou maior ainda!

Cresci, Nabeto, eu, Luis Guilherme, Marcio Antonio, Juliana e Cledson Ramos.

Ao final da cerimônia tentamos encontrar D. Keller para cumprimentá-lo e CONSEGUIMOS! Com muito custo (pois gente querendo falar com ele é o que não faltava) conseguimos alguns instantes de prosa.

Vinicius, Nabeto, Marcio Antonio, eu, Cledson e Luis Guilherme. Na frente Cresci, D. Keller e Juliana.

Depois de muito debate... resolvemos almoçar no Galetos da Augusta. Ficamos lá horas comendo uma boa refeição regada a um bom vinho e acompanhada de um excelente papo. Infelizmente Sílvio, Wellington e o Vinícius não puderam nos acompanhar.


No final da tarde, o Márcio e o Luis nos deixaram. Juliana nos levou para lanchar numa ótima padria perto da Av. Paulista. Ao final do lanche fomos todos embora. Eu, Rafael Cresci e a Juliana dividimos um táxi. Ela foi para casa e nós para a casa do Sílvio que estava nos hospedando.

No domingo do dia 03 de Agosto pela manhã, o Sílvio levou a mim e o Cresci à Paróquina de Santo Antonio no Limão, onde D. Keller iria rezar sua primeira Missa como Bispo. O Sílvio teve que ir embora e nos despedimos. Eu e o Cresci assistimos a Santa Missa e ao final nos despedimos pois já estava mais que na hora para eu pegar um táxi até Congonhas. Afinal já eram quase 13:00 e meu vôo para Brasília saía às 14:00.

Foi para mim um final-de-semana muito especial pelo qual sou muito grato a Deus.