quinta-feira, 27 de março de 2008

Embrião congelado por 8 anos produz bebê

CLÁUDIA COLLUCCI
Enviado especial da Folha de S.Paulo a Mirassol

Aos seis meses de idade, Vinícius é um bebê que adora papinha de mamão, já tenta sair sozinho do carrinho e dá sonoras gargalhadas durante o banho. O menino foi gerado a partir de um embrião congelado durante oito anos, um recorde no país. Pelos critérios da Lei de Biossegurança, seria um embrião indicado para pesquisas com células-tronco embrionárias.

Caio Guatelli/Folha Imagem
Menino foi gerado a partir de um embrião congelado durante oito anos, um recorde
Menino foi gerado a partir de um embrião congelado durante oito anos, um recorde

A lei, aprovada em 2005, enfrenta uma ação de inconstitucionalidade movida pelo ex-procurador-geral da República, o católico Claudio Fonteles. Ele acha que destruir embriões de cinco dias para a extração de células para pesquisa viola a Constituição, que garante o direito à vida.

O julgamento da ação no Supremo Tribunal Federal foi interrompido na última quarta-feira por um pedido de vista do ministro Carlos Alberto Menezes Direito.

Vinícius nasceu após quase 20 anos de tentativas de gravidez do casal Maria Roseli, 42, e Luiz Henrique Dorte, 41, de Mirassol (SP), que incluíram quatro fertilizações in vitro (FIV) e três abortos de gêmeos no terceiro mês de gestação. A mulher tinha endometriose e o marido, má qualidade dos espermatozóides, fatores que impediam uma gravidez natural.

Na última FIV, feita em 1999, Maria Roseli produziu nove embriões. Transferiu quatro para o útero, mas não engravidou. O casal decidiu então congelar os cinco embriões restantes. "Resolvemos dar um tempo. Não suportaria a dor de mais um aborto", relata a mãe.

Naquele mesmo ano, adotaram Paulo Henrique, à época com um ano e seis meses. "Era um menino frágil, cheio de problemas de saúde. Ficamos tão envolvidos com ele que nem percebemos o tempo passar."

Em 2006, o casal recebeu um telefonema da clínica de reprodução em Ribeirão Preto, onde haviam feito o tratamento, questionando sobre o destino que pretendiam dar aos cinco embriões. "Resolvemos transferir, mas sem muita esperança de dar certo", conta Luiz Dorte.

Em três ocasiões, a transferência dos embriões congelados para o útero teve de ser adiada porque o endométrio de Maria Roseli não atingia a espessura mínima. Em fevereiro de 2007, os embriões foram, enfim, descongelados. Três sobreviveram e foram transferidos ao útero de Maria Roseli. Um se fixou. "Nem comemorei muito porque tinha o fantasma dos abortos aos três meses que ficava me rondando", diz ela.

Com 28 semanas de gestação, ela sofreu uma hemorragia provocada pelo rompimento de duas veias na placenta e o parto teve de ser induzido para preservar a vida da mãe. Vinícius nasceu com 1,2 kg medindo 36 cm e, dez dias depois, chegou a pesar 840 gramas.

Foram necessários 22 dias de UTI neonatal e mais um mês de internação hospitalar para que o menino atingisse 1,8 kg e tivesse alta da maternidade.

"Meu filho venceu oito anos de congelamento e a prematuridade. Imagine se eu tivesse desistido dele e doado o embrião para pesquisa? Acredito sim que há vida [nos embriões], o Vinícius é a prova disso", diz Maria Roseli, católica praticante. Ela afirma ser favorável às pesquisas com células-tronco embrionárias, mas "não teria coragem" de doar seus embriões para esse fim.

O ginecologista José Gonçalves Franco Júnior, detentor do maior banco de criopreservação do país, onde os embriões de Maria Roseli ficaram, também aposta na viabilidade dos congelados. Sua clínica já obteve 402 nascimentos de bebês a partir de embriões criopreservados, a maioria acima de três anos de congelamento.

"É uma loucura falarem que embrião congelado há mais de três anos é inviável. E isso não tem nada a ver com religião. A viabilidade é um fato e ponto. Os maiores centros de reprodução na Europa defendem o congelamento de embriões como forma de evitar a gravidez múltipla", afirma o médico.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u380351.shtml

quinta-feira, 20 de março de 2008

Quinta-Feira Santa: Papa exorta a não se deixar envenenar pelo rancor

Na missa da Ceia do Senhor

ROMA, quinta-feira, 20 de março de 2008 (ZENIT.org).- Bento XVI lançou na santa missa na Ceia do Senhor, da tarde desta Quinta-Feira Santa, um chamado à purificação para não deixar que a alma fique envenenada pelo rancor.

O Papa presidiu a celebração eucarística na catedral do bispo de Roma, a basílica de São João de Latrão, na qual lavou os pés de doze sacerdotes.

O dinheiro arrecadado nas oferendas, segundo havia determinado o Papa, será destinado para ajudar o orfanato «A idade de Ouro» de Havana (Cuba).

A homilia esteve dedicada à necessidade da purificação interior, como condição para viver a comunhão com Deus e com os irmãos.

«A isto exorta a Quinta-Feira Santa – disse o Papa: a não deixar que o rancor com os demais se torne veneno da alma. Exorta-nos a purificar continuamente nossa memória, perdoando-nos de coração uns aos outros, lavando-nos os pés uns dos outros, para poder dirigir-nos todos juntos ao banquete de Deus.»

«Dia a dia estamos como que recobertos de sujeira multiforme, de palavras vazias, de preconceitos, de sabedoria reduzida e alterada; uma multiplicidade de falsidades se filtra continuamente em nosso ser mais íntimo», denunciou.

«Tudo isso ofusca e contamina nossa alma, nos ameaça com a incapacidade ante a verdade ou o bem. Se acolhermos as palavras de Jesus com o coração atento, estas se revelam como verdadeira limpeza e purificação da alma», declarou.

Caridade e purificação são duas palavras que Jesus conseguiu sintetizar com o gesto do lava-pés de seus discípulos, reconheceu.

«Se acolhermos as palavras de Jesus com o coração atento, elas se convertem em autênticos lava-pés, purificações da alma, do homem interior. A isso nos convida o Evangelho do lava-pés: a deixar-nos sempre lavar por esta água pura, a ser capazes da comunhão com Deus e com os irmãos.»

«Mas no lado de Jesus, após o golpe da lança do soldado, não saia só água, mas também sangue. Jesus não só falou, não só nos deixou palavras. Ele se entrega a si mesmo. Ele nos lava com o poder sagrado de seu sangue, ou seja, com sua entrega ‘até o final’, até a Cruz.»

«Sua palavra é algo mais que simplesmente falar; é carne e sangue ‘pela vida do mundo’. Nos santos sacramentos, o Senhor se ajoelha novamente ante nossos pés e nos purifica. Peçamos-lhe que sejamos cada vez mais penetrados pelo banho sagrado de seu amor e deste modo fiquemos verdadeiramente purificados.»

«Temos necessidade do ‘lava-pés’, lavar dos pecados de cada dia, e por este motivo precisamos confessar os pecados.»

«Temos de reconhecer que também em nossa nova identidade de batizados pecamos. Temos necessidade da confissão tal como tomou forma no sacramento da reconciliação. Nele, o Senhor nos lava sempre de novo os pés sujos e então podemos sentar à mesa com Ele.»

Com esta cerimônia, o Papa começou o chamado «Tríduo Pascal», em recordação da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo. Nesta Sexta-Feira Santa à tarde, o Papa participará da celebração da Paixão do Senhor na basílica de São Pedro e à noite presidirá a Via Sacra, no Coliseu de Roma.

Sob a cultura da morte


Roteiro: Alessandro Lima. Arte: Emerson H. de Oliveira

quarta-feira, 19 de março de 2008

Projeto torna Nossa Senhora padroeira apenas dos católicos

O Projeto de Lei 2623/07, do ex-deputado Professor Victorio Galli, retira de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. "O País, por ser um Estado laico, não deve ter este ou aquele padroeiro", afirma Galli.

Apesar da mudança, segundo o projeto, o feriado religioso será mantido. A proposta altera a Lei 6.802/80, que institui o feriado nacional de 12 de outubro em homenagem a Nossa Senhora Aparecida. O projeto substitui a expressão "padroeira do Brasil" por "padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos" e a expressão "culto público e oficial" por "homenagem oficial".

Victorio Galli ressalta que o Estado está impedido de instituir qualquer tipo de culto, conforme o artigo 19 da Constituição de 1988. Segundo Galli, a alteração proposta "deve ser considerada democraticamente útil para a promoção da igualdade entre os cidadãos brasileiros, sem privilégios à maioria de orientação cristã". Segundo ele, a proposta foi sugerida por cidadãos que não professam a fé católica.

Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:
- PL-2623/2007

Fonte: http://www.clicnews.com.br/politica/view.htm?id=72961

Conclamamos a todos os católicos que assinem o abaixo assinado contra este projeto aqui.

terça-feira, 18 de março de 2008

Carlos Nabeto na Canção Nova - Domingo de Páscoa

No próximo dia 23/03 (Domingo de Páscoa), Carlos Martins Nabeto estará no programa "Diálogo com Deus" apresentado pelo Pe. Sílvio Andrei na TV Canção Nova.

O programa é apresentado em São Paulo capital, AO VIVO às 17:oo horas com uma hora e meia de duração.

Carlos Nabeto será entrevistado sobre a fundação do Apostolado Veritatis Splendor, o trabalho muito elogiado em defesa da vida em apoio à Campanha da Fraternidade 2008, além de tratar de temas como apologética e patrística.

Para assistir: Canal 98 da Sky/Net/Vivax ou WebTV.

Substituição da confissão individual pela comunitária é abuso, diz arcebispo

Deve ser facultado aos fiéis o direito de se confessar, diz Dom Eurico dos Santos Veloso

Por Alexandre Ribeiro

JUIZ DE FORA, terça-feira, 18 de março de 2008 (ZENIT.org).- O arcebispo de Juiz de Fora (Minas Gerais, sudeste do Brasil) afirma que a substituição da confissão individual pela comunitária é um abuso.

Dom Eurico dos Santos Veloso comenta, em artigo enviado a Zenit essa segunda-feira, que «infelizmente, por descuido ou mesmo por falta de amor ao sacramento da confissão, em muitos lugares foi sendo substituída a confissão individual pela confissão comunitária». Mas «isso é um abuso», enfatiza.

Dom Eurico destaca que, como forma de preparação para a Páscoa, em sua arquidiocese foi realizado um mutirão de confissões, em que os sacerdotes de uma forania se reuniram para o atendimento de confissão individual dos fiéis, pois a estes «deve ser facultado o direito de se confessar».

O arcebispo de Juiz de Fora recorda que o Papa, há duas semanas, falou da importância da experiência do amor misericordioso de Deus expressado por meio da confissão.

Recordando o exemplo da pecadora perdoada no Evangelho, o Papa afirmou: «a quem muito ama, Deus tudo perdoa».«Quem confia em si mesmo e em seus próprios méritos fica cego por seu eu e seu coração endurece no pecado. Pelo contrário, quem reconhece que é fraco e pecador se encomenda a Deus e dele alcança a graça e o perdão».

Segundo Dom Eurico, Bento XVI faz um apelo aos sacerdotes, que os bispos também estendem ao clero: que os confessores «ressaltem o íntimo laço que se dá entre o sacramento da Reconciliação e uma vida orientada totalmente à conversão».

«Quem procura o confessionário deve estar aberto ao arrependimento, acusando os seus pecados de maneira livre e direta, pedindo o perdão sacramental e fazendo o bom propósito de não mais pecar», afirma Dom Eurico.

De acordo com o arcebispo, cabe ao confessor acolher bem quem se dispõe a buscar a reconciliação com Deus, com a Igreja e consigo mesmo.

«A predisposição de uma acolhida sincera não só pelo sacerdote, mas pela comunidade, providenciando formas especiais de acolhida, de preparação devida para a confissão, com um exame de consciência total, não tendo medo de colocar a mão nas suas feridas espirituais, temporais, familiares e até comunitárias.»

Dom Eurico diz esperar dos fiéis católicos que eles se confessem «de uma maneira transparente, como volta aos vínculos de Deus e da Igreja».

sexta-feira, 14 de março de 2008

Responsabilidade dos médicos na promoção da cultura da vida (I)

Fala José María Simón Castellvi, da Federação Internacional de Médicos Católicos

Por Inmaculada Álvarez

BARCELONA, sexta-feira, 14 de março de 2008 (ZENIT.org).- A Federação Internacional de Médicos Católicos (FIAMC) prepara um documento internacional sobre o uso de métodos anticoncepcionais que será publicado antes do verão europeu, provavelmente em Roma, por ocasião do 40º aniversário da encíclica Humanae Vitae de Paulo VI. O atual presidente de FIAMC, o espanhol José María Simón Castellví, adiantou à Zenit alguns aspectos do conteúdo do documento, atualmente em fase de redação.

A FIAMC foi constituída em 1966 com a aprovação de seus estatutos por parte do 11º congresso Internacional de Médicos Católicos, celebrado em Manila, e por parte da Santa Sé. Contudo, o associacionismo de médicos católicos é muito anterior: a primeira associação de médicos católicos foi fundada na França em 1884 durante o pontificado de Leão XIII, seguida de outras em vários países da Europa.

Em 1924 se formou um Secretariado Internacional de Sociedades Nacionais de Médicos católicos, que organizou os primeiros encontros internacionais destas associações (o primeiro em Bruxelas em 1935), visando a estabelecer uma federação de alcance mundial. No 11º Congresso, realizado em Manila em 1966, os Estatutos oficiais e orientações da FIAMC foram adotados pela Assembléia Geral e aprovados pela Santa Sé. Atualmente conta entre seus membros associações dos cinco continentes.

–Com que propósito se elabora o documento e a quem está dirigido?

–José María Simón: O documento está dirigido aos médicos, católicos ou não, que compartilham os princípios éticos e antropológicos da cultura da vida. O palestrante é o professor suíço de Ginecologia e Obstetrícia Rudolf Ehmann, egrégio membro de nossa Federação, que agora mesmo está trabalhando em Camarões. Terá também contribuições de nosso comitê executivo e do assistente eclesiástico, Dom Maurízio Calipari.

A encíclica de Paulo VI é magistério, que só pode fazer o Papa ou os bispos em comunhão com ele; a respeito do nosso documento, deve considerar-se mais como uma «perícia qualificada». A própria encíclica, em um de seus parágrafos, dizia: «considerem os médicos e as demais equipes da saúde, como próprio dever profissional, dar conselhos e diretrizes aos esposos que os consultam». Somos conscientes, como profissionais, da dificuldade de promover esta doutrina, e depois de quarenta anos aceitamos o desafio.

O tema do documento é o anticoncepcional e a regulação da natalidade, porque não esquecemos que os meios aceitos pela Igreja, chamados «naturais» porque respeitam os ciclos naturais da mulher, não servem só para dar espaços entre um nascimento e outro, mas também para buscar os nascimentos. A encíclica, portanto, não deve ser vista desde o ponto de vista exclusivamente negativo, como rejeição da anticoncepção.

Por outro lado, o que a doutrina propõe é o natural, porque uma mulher fértil não é uma doente, portanto dar-lhe um fármaco não concorda muito com seu estado de saúde. Toma-se um remédio quando se tem um problema a ser corrigido, não quando se está sadio.

–Existe um pouco de confusão com os tipos de pílulas existentes: se são abortivas ou não, etc. Que juízo o senhor pode dar-nos como médico?

–José María Simón: Existem três tipos de pílula: a Ru-486, a do dia seguinte e a anticoncepcional. Sobre a primeira, o juízo está claro, trata-se de um combinado produzido para provocar uma morte, e nem sequer merece o nome de medicamento. A pílula do dia seguinte é um fármaco que, em 70% das vezes em que atua, o faz para eliminar um óvulo humano fecundado e, portanto, também é abortiva. A pílula anticoncepcional tem outra avaliação porque não produz a morte do embrião. A avaliação não é positiva, mas não tem a mesma gravidade moral que as anteriores.

Como médico, devo dizer que nenhum dos três tipos de pílula é inócuo para o organismo feminino, ao contrário. A Ru-486 pode chegar a produzir a morte; a pílula do dia seguinte tem também muitos efeitos colaterais. Também deve-se assinalar que o uso da pílula do dia seguinte contradiz o mito do «sexo seguro», porque a única coisa que impede é a gravidez, e não o contágio das 26 doenças sexualmente transmissíveis conhecidas até agora.

Com relação à pílula anticoncepcional, o que produz é uma alteração hormonal para evitar a ovulação, e isso a longo prazo pode estar associado a fenômenos de trombose, hipertensão ou depressões.

De qualquer forma, o juízo moral negativo não se remete aos efeitos colaterais, porque se amanhã se desenhar uma pílula que não os tivesse, o juízo continuará sendo negativo. Eu costumo dizer que um adultério de pensamento não tem efeitos materiais, mas não por isso deixa de ser ruim.

O documento que estamos preparando, e que estamos fazendo com muito carinho, enfrenta muitas destas questões, porque entendemos que a responsabilidade não recai só sobre nossos pastores: sem a opinião qualificada dos médicos católicos, a questão da defesa da vida ficaria um pouco paralisada. Na gravidez e no parto, a figura do médico é necessária, somos um elemento-chave, e não só o ginecologista, também o médico de família, ao que muitas vezes se pede orientação.

–Que responsabilidade têm os médicos na extensão da «mentalidade contrária à vida» que triunfa atualmente no Ocidente?

–José María Simón: Somos evidentemente uma peça-chave. Também nós estamos às vezes manipulados pelo mundo do dinheiro, pela indústria farmacêutica que muitas vezes impulsiona o médico a práticas que não são necessárias.

Em todo caso, o médico é um elemento importante, porque tem um alto reconhecimento, tanto dentro como fora da Igreja. No caso da Humanae Vitae, a pouca aceitação que teve esta doutrina nos permite agora propor os pontos de vista contidos nela sem que seja interpretada como uma imposição, desde uma boa práxis médica e uma antropologia saudável.

De qualquer forma, no Ocidente existia, dentro da profissão médica, uma transmissão de valores éticos que não se realizava nas universidades, mas fundamentalmente na relação professor-aluno: aprendia-se se usar na profissão fazendo estágio em um serviço médico às ordens de um facultativo mais idoso, e lá se exercitava na prática, nos gestos, muitos valores, como o trato respeitoso do paciente, o valor da vida enferma, etc.

Contudo, desde a aparição das matérias de bioética, esta aprendizagem pessoal está-se perdendo, e foi invadida pelas ideologias. Então, dependendo de que faculdade se trate, ensinam umas ideologias ou outras. Infelizmente, um estudante ou recém-formado hoje, como mostram as estatísticas, não tem as idéias éticas claras, e é mais influenciável.